Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/11/2020

Conforme os dados, com a chegada de Cristóvão Colombo, no século XV, na ilha de Cuba, tal ato que deu o descobrimento do tabaco, uma folha com a substancia da nicotina que após chegar ao cérebro depois de inalada ou consumida, atinge a dopamina, responsável por dar a sensação de prazer e gratificação. Em pleno século XXI, o tabagismo é considerado um dos maiores vícios da população mundial, segundo a OMS.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o silenciamento do vício do tabagismo é a causa latente do problema. Segundo Foucault, temas são silenciados para estruturas serem mantidas. O cigarro por matar a longo prazo, e pelos seus sintomas que aparecerem na velhice, ajuda o Estado, que é quando o cidadão já não é tão útil, pois chegou o período de receber a aposentadoria, o vício e seus sintomas levam ao óbito. Sendo considerado uma vantagem para o Estado e para evitar tal gasto, é silenciado, para não ter que se preocupar com esse problema, e por sair mais barato.

Em segundo lugar, outro aspecto que retrata as consequências do tabagismo, são os efeitos ambientais. Segundo o National Cancer Institute (INCA), o cultivo do tabaco afeta muito mais do que apenas quem a consome, além da contaminação do ar, por conta dos agrotóxicos liberados na hora da cultivação, afeta também as florestas, as quais milhares são desmatadas para o cultivo da folha. O IBAMA, o qual é responsável por cuidar da flora brasileira, tem tido seus investimentos cortados, e com isso ficando sem verba para poder protegê-las.

Portanto, medidas para que o tabagismo venha a diminuir com o intuito de diminuir os impactos ambientais e as doenças de logo prazo, fazem-se necessárias. Neste contexto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente entrar em debate com o Ministério da Economia, para aumentar o investimento no IBAMA para que possa regulamentar o desmatamento e o plantio correto da planta. E que a OMS crie campanhas preventivas sobre o consumo do tabaco, promovendo em comunidades a consciência sobre os sintomas a longo prazo, criando atividades que ativem a dopamina para a substituição do uso da nicotina. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil melhor.