Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 27/12/2020
A Guerra do Ópio foi um conflito que a Grã-Bretanha travou com a China depois do governo chinês ter proibido o comércio do ópio no país, já que ele causava dependência química e grande perda econômica. Consoante à situação chinesa, no Brasil, o tabaco assumiu o lugar como um produto altamente viciante e que abala de forma profunda a saúde dos usuários, tal como a economia brasileira. Diante desse contexto, é necessário a análise as causas e as consequências que perpetuam o tabagismo no território brasileiro, para que, dessa forma, seja possível a solução dessa problemática.
Em primeiro plano, é importante destacar a baixa eficiência das atuais formas de luta contra o tabagismo. Segundo Nelson Mandela, político sul-africano, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar a sociedade”. Entretanto, mesmo com o massivo número de estudos e campanhas publicitárias que advogam contra o tabagismo, essa prática ainda persiste em nossa sociedade. Em virtude da utilização do tabaco, conforme a Organização Mundial da Saúde, cerca de 200 mil brasileiros morrem todos os anos. Diante dessa situação, é possível concluir que é urgente uma mudança na forma de combate ao tabagismo.
Ademais, vale salientar o custo para o Estado e, consequentemente, para a população que o tabagismo tem. De acordo com Jean Paul Sartre, filósofo francês, o homem está condenado a ser livre, desde que seja responsável pelas consequências de seus atos. Entretanto, no Brasil, o consumidor de tabaco não é o único que desembolsa para manter seu vício. Em virtude do tabagismo, o Ministério da Saúde estima um gasto de 57 bilhões de reais anuais na luta contra essa problemática. Concomitante à esse cenário, as empresas de tabaco, que não são financeiramente penalizadas por seu impacto à economia brasileira, continuam se beneficiando do vício dos brasileiros e da leniência do País.
Enfim, é evidente o impacto negativo que o tabagismo tem sob a sociedade brasileira, tanto em aspectos econômicos quanto na área da saúde. Primeiramente, o Ministério da Saúde precisa direcionar seus recursos em prol da construção de centros de recuperação para pessoas que utilizam o tabaco e querem deixar essa prática. Além disso, com o objetivo de combater a perpetuação do tabagismo, o Ministério da Economia deve aumentar a taxação sob as empresas de tabaco e sob o preço de todos os produtos que contém essa substância , através do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados. Assim, é esperado que os consumidores de tabacos diminuam a quantidade do produto consumido e que as empresas desse ramo não se encontrem tão favorecidas, além de se obter os recursos necessários para minimizar as consequências desse vício. Desse modo, o Brasil poderá vencer sua própria versão da Guerra do Ópio: a guerra contra o tabaco.