Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 28/11/2020

Na obra cinematográfica “Obrigado por fumar”,mostra-se a complexa vida de um porta-voz das grandes empresas de cigarros que,em contraponto aos seus discursos defendendo tal prática,julga a opção de seu filho em seguir a mesma carreira.Fora da ficção,sabe-se que o emprego do tabagismo no hodierno como produto comum é de extrema relevância,seja pelos fatores causadores da negligência dessa ação,seja pelas consequências dos imbróglios gerados na sociedade.

Em primeira análise,faz-se importante destacar que,embora a utilização do tabaco seja amplamente prejudicial à vida do indivíduo,nota-se,ainda hoje,a propagação de tal ato como característica de status em diversas porções da vida pública e privada.Sob esse ponto de vista,percebe-se a banalização dos riscos que o cigarro pode acarretar,sobretudo no que tange às novas formas,como os vaporizadores e narguilés,no que se refere à atuação das esferas governamentais políticas e sociais,como causadora direta do aumento exponencial no número de fumantes no século XXI.Dessarte,em uma conjuntura influenciada pelos costumes ao redor,percebe-se a confirmação do “viés de grupo”,uma das principais teorias da área de psicologia,na medida em que a prática fumante é,de fato,proporcionada pelos altos investimentos empresariais na divulgação dos cigarros em diversos setores midiáticos.

Por conseguinte,devido,principalmente,à negligência estatal,observa-se a formação de problemas que,direta ou indiretamente,afetam todo o sistema médico de uma nação em desenvolvimento como o Brasil.Nesse sentido,percebe-se a cisão de direitos constitucionais,uma vez que,como descrito no artigo 196 da Constituição Federal de 1988,a saúde é direito de todos e dever do Estado,sendo a promoção do bem-estar psicossocial e a contenção de possíveis doenças responsabilidade da União.Contudo,apesar das garantias devidamente estabelecidas na Carta Magna brasileira,sabe-se que o cigarro,provocador de  várias doenças crônicas e,como possui a substância nicotina,causador de dependência química longeva,não possui restrições práticas efetivas nacionalmente.

Portanto,em uma conjuntura social que almeja combater grandezas como essa,faz-se necessário não apenas debates frívolos,mas ações factíveis que possam,pelo menos,amenizar tal problemática.Logo o Governo Federal,por intermédio do Ministério da Saúde,com o fito de minorar o número de fumantes no país,deve criar propagandas demonstrando os prejuízos que a química presente no tabaco pode causar,concomitante à censura promulgada em quaisquer tipos de estratégias mercadológicas incentivando o vício,por meio de parcerias públicas e ações privadas,incentivando as secretarias e os conselhos estaduais a contradizerem os mitos da existência de benefícios e ausência de malefícios nos modos atuais de fumar.