Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 29/11/2020
Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o tabagismo no século XXI tenha sofrido relativo declínio, esse vício ainda desencadeia sérias consequências, tanto para o fumante ativo, quanto para o passivo e ainda, prejuízos consideráveis para o Estado. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, o debate a respeito dos problemas e consequências do tabaco faz-se necessário, uma vez que este afeta a sociedade de modo geral.
A princípio, é válido resgatar os valores sociais equivocados ao fumo pois, de acordo com o médico Dráuzio Varella, nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial (1939-1945), cerca de 80% do público masculino havia tido contato com o tabaco e o contato do público feminino veio anos mais tarde, a partir da década de 60, coincidindo com os movimentos de empoderamento e direitos da mulher. Dessa forma, pode-se compreender que a publicidade relacionou o tabagismo com coragem e liberdade, resultando em graves consequências, porque isso influenciou o vício e o resultado foi picos de enfermidade e morte em ambas as classes sociais.
Vale ressaltar também, que além de agravar doenças cardíacas e pulmonares que acometem, segundo especialistas, não apenas o fumante ativo, mas também as pessoas ao seu redor (fumante passivo), promove, na mesma medida, o aumento dos gastos para tratamento desses doentes no SUS, pois de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, cerca de 21 bilhões de pessoas por ano são destinados ao tratamento de doenças relacionadas ao cigarro. Nessa perspectiva, esse fato fundamenta o motivo dos países pobres, segundo Dráuzio Varella, concentrarem os maiores índices de fumantes, porque o tabaco, além de diminuir a produtividade devido sua relação com enfermidades, agrava o País.
Portanto, para que a persistência do consumo de tabaco deixe de fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas. Para esse fim, é necessário que o Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde, juntos, realizem ações feitas pela mídia, divulgando propagandas que alertem os riscos e prejuízos gerados pelo excesso do tabaco na sociedade, é de extrema importância, criando assim uma reflexão humanística em cada telespectador, sobre os males do consumo do tabaco. A escola, como importante formadora de opinião e educação, deve também, ministrar palestras aos alunos, desde crianças à jovens, sobre os malefícios e prejuízos que causam o consumo do tabaco, não só ao indivíduo como para a sociedade como um todo, afinal, as crianças são o futuro do país, e estas precisam crescer sabendo que nem tudo que podemos, nos convém.