Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/11/2020
Tabagismo é uma toxicomania caracterizada pela dependência física e psicológica do consumo de tabaco. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, cerca de 22 milhões de brasileiros têm o hábito de fumar. Esse cenário provém da influência das propagandas relacionadas ao cigarro no século XX e perpetua-se pela falta de informação sobre os riscos que o tabagismo oferece à saúde.
Em primeira análise, é necessário ressaltar o fator que amplificou o consumo de tabaco. Nos meios de comunicação do século passado, reproduzia-se comerciais que estimulavam o uso de cigarros sob a prerrogativa de ser uma atividade culta que trazia benefícios à saúde. Dessa forma, muitos indivíduos ingressaram nesse ato vicioso sem a real noção dos seus malefícios e o costume passou de geração para geração até chegar nos dias atuais, onde o debate é dado de maneira trivial.
Em segunda análise, coloca-se em evidência os efeitos negativos que o cigarro trás, não só para o fumante, mas para a sociedade como um todo. Segundo o doutor Drauzio Varella, pessoas fumantes tendem a desenvolver doenças pulmonares com maior facilidade. Dessa forma, o Estado, conforme previsto no artigo 196 da Constituição Federal, tem o dever de dedicar recursos para o tratamento de doenças que poderiam ter sido evitadas e tirando, então, verbas que auxiliariam outras demandas do setor da saúde.
Em síntese, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verbas públicas e em parceria com as grandes mídias, realize campanhas de conscientização sobre os prejuízos advindos do uso do tabaco e divulgue mais efetivamente o programa de tratamento contra o vício proporcionado pelo SUS, a fim de diminuir o número de tabagistas no país e, consequentemente, aliviar o sistema de saúde brasileiro.