Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/11/2020
Durante uma revolução industrial, que ocorreu entre os séculos XVIII e XIX, o cigarro passou a ser socialmente aceito, o que mudou e facilitou o aumento da produção, e, consequentemente, o aumento do hábito de fumar. Além disso, nesta época verifica-se o incentivo ao tabagismo pela mídia, como um ato charmoso e símbolo de elegância. No entanto, hodiernamente, tem ficado cada vez mais claro que o tabagismo deve ser evitado, por apresentar sérios riscos à saúde de quem o pratica, além de gerar gastos altos para os cofres públicos. Dessa forma, se torna essencial a análise dos fatores que tornam o hábito de fumar tão prejudicial e problemático, como a popularidade do ato e o alto risco de doenças graves.
Primordialmente, é importante destacar que, a causa do cigarro ser tão popular, mesmo causando mais de 10 mil mortes por dia, se dá por conta da facilidade com que seus usuários se tornam dependentes. Isso acontece porque entre as aproximadas 5.000 substâncias tóxicas presentes no cigarro, se tem a nicotina, cujo consumo é responsável pela dependência e se assemelha ao efeito de drogas como cocaína e heroína. Dessa maneira, tornando o consumidor cada vez mais distante de largar o vício e mais próximo de adquirir doenças.
Por conseguinte, o consumo constante de cigarro leva à doenças gravíssimas que afetam cerca de 781 mil brasileiros anualmente, segundo dado divulgado pelo IBGE, em 2008. Nesse sentido, quem pratica o tabagismo tem altas chances de desenvolver enfermidades como a doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e até mesmo acidentes vasculares cerebrais (AVC’s). Outrossim, o tratamento de tais doenças custa cerca de 21 bilhões de reais aos cofres púbicos por ano, dinheiro que poderia ser investido em outras áreas de necessidade. Nesse âmbito, fica clara a necessidade de combate ao tabagismo.
Portanto, é mister que medidas devem ser tomadas para superar os impasses trazidos pelo tabagismo. A princípio, urge que o Ministério da Saúde disponibilize programas de ajuda a fumantes nas unidades básicas de saúde, incentivando e auxiliando as pessoas a deixarem de fumar, por meio de psicoterapia individual e em grupo, além do tratamento com adesivos de nicotina, que auxilia a amenizar os efeitos colaterais da abstinência. Ademais, o meios midiáticos devem promover campanhas educativas em rede aberta para conscientizar a população dos riscos que o hábito de fumar traz ao indivíduo e aos outros ao seu redor. Somente assim será possível superar os dilemas do tabagismo no século XXI e garantir a qualidade de vida da população.