Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/11/2020
A adolescência é marcada por desafios e descobertas que levam o individuo à procura de sua identidade a fim de ser aceito em um grupo social com maior facilidade. É sabido que entre os jovens, o cigarro é uma forma de distinguir-se dentre os demais, de maneira que àqueles que fumam são considerados mais maduros e experientes. Porém, não é levando em consideração os males que esse produto pode causar ao corpo humano, haja vista a geração de componentes químicos que deterioram e oxidam os tecidos de órgãos vitais. O principal fator para o tabagismo na adolescência é a apresentação do tabaco no seio familiar, de modo que desde a infância há normalização do ato de fumar e/ou consumir bebidas alcoólicas. Além disso, o surgimento de cigarros com aromatizantes tornaram-se mais atrativos para aqueles que antes não possuíam afeição pelo sabor amargo dos mais comuns.
Em primeira análise, o uso de substâncias nocivas por parte dos responsáveis na presença de crianças ou adolescentes estimulam o consumo durante a fase pré-adolescente, como mostra a pesquisa da American Academy of Pediatris, em que 29% dos fumantes adultos tiveram influência da mãe. A situação torna-se mais grave quando a primeira experiência com tabaco é na terceira infância, de 6 a 12 anos, pois há chances altas de desenvolver dependência e, consequentemente, maior dificuldade para o abandono deste, de modo que a probabilidade de desenvolver doenças respiratórias e cardiovasculares, ainda jovem, são altas.
Outrossim, a inserção nas mídias, como filme e seriados, de cenas em que os personagens consomem substâncias psicoativas são sugestivas por corroborar com o estereótipo de que pessoas populares e divertidas são fumantes. Ademais, a inovação na indústria do tabaco incentivam os jovens à utilização de cigarros eletrônicos e/ou com aromatizantes. Logo, se outrora não usariam devido ao sabor, passam, então a consumir cada vez mais produtos do tipo. Prova disto é o aumento em 56% de preferência por cigarros doces entre os jovens, como mostra a pesquisa realizada pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Fiocruz.
Portanto, para que a iniciação do tabagismo na adolescência seja evitado é mister que o Ministério de Saúde em parceria com o Ministério da Educação crie estratégias mais eficientes. Para tal, é necessário que todas crianças e adolescentes tenham acesso à atividades recreativas e palestras administradas por profissionais da saúde, cujo objetivo é ensinar os males causados pelo tabaco e outras substâncias entorpecentes para que, assim, haja a indução para o meio familiar e a concretização da erradicação do tabagismo.