Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/12/2020
Apesar de a glamourização do tabaco já ter diminuído bastante nas últimas décadas, ela ainda não está extinta. Prova disso foi a pesquisa da organização antifumo “Truth Orange”, que contou 182 cenas de fumo na famosa série “Stranger Things”. Logo, mesmo no século XXI os jovens ainda são influenciados pela televisão a aderir essa prática maléfica que logo se torna dependência química. Por conseguinte, esses jovens têm sua longevidade e qualidade de vida reduzida.
Após o início da prática, seja por influências midiáticas, familiares ou de grupo social, o indivíduo terá imensa dificuldade para parar. A causa dessa dependência é a substância nicotina, que segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), leva apenas entre 7 a 19 segundos para chegar ao cérebro e causar prazer. Assim, o fumante segue seu hábito hedonista até tomar consciência das consequências dele, e então, precisa de ajuda para conseguir abandonar, já que apresenta sintomas de abstinência química.
Consequentemente ao uso do cigarro, diversas doenças comprometem os anos e a qualidade da vida do usuário. Nesse viés, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um homem fumante vive cerca de doze anos a menos que um não fumante. Ademais, as doenças derivadas do uso de tabaco matam mais de 6 milhões de pessoas por ano no mundo, dado também da OMS. Além disso, assim como disse Platão, não basta viver mas também viver bem, o que não acontece devido a falta de ar, indisposição e envelhecimento precoce que essas sustâncias tóxicas causam.
Mediante o argumentado, fica claro que o tabagismo deve ser combatido para amenizar e evitar os problemas e consequências supracitados. Com essa finalidade, o Ministério da Saúde deve incentivar os dependentes a largarem o vício imediatamente através de uma forte campanha Antitabaco nas redes televisivas e sociais. É necessário usar uma linguagem simples e de fácil entendimento explicando os problemas a saúde decorrentes do fumo além da influência negativa que ele têm no dia a dia do usuário. Dessa forma, será possível reduzir fortemente o número de mortes e doentes apontado pela OMS além de garantir uma melhor qualidade de vida para a população.