Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto que o autor prega, uma vez que o tabagismo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanta das indústrias de cigarro quanto dos fatores de risco para saúde. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que as indústrias de cigarro investem constantemente na publicidade, a fim de atrair mais pessoas. Em 1955 a indústria tabagista lançava a sua principal campanha com objetivo de incentivar o consumo do cigarro o “Cowboy” da marlboro, e mesmo hoje com tantas informações e campanhas anti-fumo sobre os malefícios, cerca de 11% da população brasileira é fumante. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar os fatores de risco a saúde como promotor do problema. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), No Brasil, o tabagismo é responsável por cerca de duas mil mortes por ano. Partindo desse pressuposto, o Tabaco constitui para diversos tipos de câncer como de pulmão, estômago e cavidade bucal. Assim prejudicando também os indivíduos passivos (não fumantes), que inala as mesmas substâncias tóxicas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o risco para a saúde contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Dessarte, com intuito de mitigar o tabagismo, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido em proibições de publicidade e no controle de marketing, por meio da mídia e leis mais rigorosas, promovendo punições de vendas para menores de 18 anos. Portanto, é importante também o Estado fornecer apoio psicológico gratuito nos postos de atenção básica e ter atividades educacionais como campanhas em escolas e nas ruas conscientizando a população dos malefícios do tabaco. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do tabagismo, e a coletividade alcançara a Utopia de More.