Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/12/2020

No filme “O Informante”, lançado em 1999 por Michael Mann, um ex-executivo da indústria de tabaco decide se apresentar em um programa da televisão americana para relatar os males provocados pelo cigarro e suas substâncias viciantes. Com isso, a nicotina, sendo encontrada em cigarros, charutos e cachimbos, causa uma sensação de prazer ao indivíduo e pode levar à dependência e induzir ao abuso. Dessa forma, é necessário que o consumo excessivo de tabaco seja eliminado, a fim de reduzir suas consequências e causar melhorias psicológicas e fisiológicas nos indivíduos.

Em primeira análise, deve-se citar a origem da epidemia de tabagismo no mundo. A descoberta da planta de fumo foi feita por um parceiro de Cristóvão Colombo em 1559, sendo utilizada inicialmente para dores de cabeça. Após mudas da planta serem enviadas para a Itália e Inglaterra, o hábito de fumar se tornou cada vez mais comum na Europa e no mundo. Apesar de ser um hábito muito antigo, a prática se tornou cada vez mais frequente e normalizada, sendo praticada por diversas classes, raças, faixas etárias e gêneros.

Ademais, pode-se citar a grande quantia de vítimas de tabagismo anualmente no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças relacionadas ao fumo matam mais de 5 milhões de pessoas no mundo, sendo 200 mil mortes anuais pertencentes ao Brasil. Dentre as doenças que esse vício pode causar, tem-se a ocorrência de vários tipos de câncer, como de pulmão, laringe e pâncreas, doenças do aparelho respiratório, como enfisema pulmonar, bronquite crônica e asma, além de doenças cardiovasculares, como angina, infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial.

Considerando os fatos apresentados, é imprescindível a redução da epidemia de tabagismo mundial, observando as graves consequências que pode causar. Assim, o Ministério da Saúde, em conjunto com o poder Legislativo, deveria promover a criação de leis que proíbam a venda de produtos que contenham a nicotina em sua composição, além da montagem de grupos de apoio para os viciados em tal substância. Dessa forma, acesso da população ao cigarro seria extremamente restrito, e tal ação poderia diminuir significativamente os índices de mortes no Brasil e no mundo.