Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/12/2020
O tabaco foi um dos maiores produtos de exportação do Brasil colônia, cultivado pelo sistema de plantation, até a segunda metade do século passado era símbolo de status em seu formato de cigarro e charutos, sendo anunciado em propagandas chamativas. Com o avanço do século pôde-se observar os danos colaterais do tabagismo, que não apenas afetam o usuários, mas a sociedade inteira, resultando em milhões de fumantes passivos e demandando altos custos aos cofres públicos com tratamentos de saúde e invalidez.
A falta de instrução de uma população está intimamente ligada à formação do vício no tabaco, que, sem o conhecimento da ação da nicotina, ou das consequências do seu uso prolongado -que consiste em possíveis danos aos sistemas nervoso, respiratório e digestivo, além do coração-, incide no uso da substância. Outrossim, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% dos fumantes no mundo se encontram em países de baixa ou média renda. Observa-se então, a necessidade do desenvolvimento de programas de conscientização.
Ademais, mesmo com certa baixa nas últimas décadas, o vício no tabaco ainda apresenta altos índices que não tendem a mudar. Adaptado à nova geração, o cigarro eletrônico (vape) tem alcançado as massas como alternativa ao cigarro, mesmo que tão danosa quanto, demonstrando a dependência da nicotina encrustada na sociedade. E não é difícil entender o porquê: uma grande carga psicológica, que acompanha uma população cada vez mais ansiosa e acelerada, encontra no tabaco uma pausa em seu dia a dia caótico.
Dado o exposto, para tratar os problemas e atenuar as consequências do tabagismo no século 21, faz-se necessária uma grande campanha organizada pela OMS em parceria com agências de saúde locais, que por meio de propagandas interativas e pedagógicas em mídias e escolas, conscientize as massas sobre o perigo do uso do tabaco, seja em formato de cigarro, vape ou outros. Só assim será possível acabar com as altas taxas de tabagismo no mundo e quebrar um ciclo no Brasil que passa por nossas raízes coloniais.