Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/04/2021
Com a consolidação da 2ª revolução industrial, no século XIX, o estadunidense James Duke inovou a fabricação de cigarros, já que instaurou uma produção moderna na qual permitia produzir cigarros de qualidade em menor tempo. Entretanto, na atualidade esse produto é um grande empecilho aos seus consumidores, devido às diversas substâncias maléficas que contém. Nessa perspectiva, tais compostos promovem males aos indivíduos que usufruem do tabaco, como problemas de saúde e o vício, que podem levar à morte e ao uso excessivo do fumo, respectivamente.
Primeiramente, cada inalação da fuligem do cigarro, de acordo com o Instituto Oncoguia, introduz cerca de 4 trilhões de radicais livres nos pulmões. Nesse sentindo, essas substâncias são maléficas aos consumidores, dado que são altamente reativas com compostos do corpo humano, logo podem promover reações químicas com o DNA das células dos fumantes, e assim alterar a divisão celular e ocasionar tumores. Consequentemente, os indivíduos que fumam estão mais suscetíveis ao óbito, uma vez que o câncer é uma doença fatal, principalmente o de pulmão que é relacionado ao cigarro, além de ser o que mais mata no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Por outra óptica, de acordo com o Médico Drauzio Varella, o cigarro é dificilmente largado pelos fumantes, posto que o tabaco contém a nicotina que é uma substância viciante, em razão de alterar as concentrações de neurotransmissores, como a dopamina, no cérebro humano, e assim gerar o prazer associado ao fumo. Nesse sentindo, devido ao vício, os indivíduos tornam-se dependentes, posto que o córtex cerebral interpreta o ato de fumar de modo benéfico e prazeroso. Por conseguinte, os usuários tendem a cada vez mais consumir cigarros, porque tornam-se reféns da satisfação oriunda da nicotina.
Portanto, a fim de combater os problemas e as consequências geradas pelo tabagismo no Brasil, é necessário que o Ministério da Educação implemente no ensino brasileiro, por meio da modificação da grade curricular nacional, a discussão sobre os malefícios relacionados ao consumo do cigarro, principalmente em matérias de ciências, como a biologia. Além do mais, o Ministério da Saúde, em pareceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social, devem promover intensificação das propagandas contra o tabagismo em meio digital e analógico. Certamente, com essas ações o tabaco deixará de ser um problema no país, visto que os indivíduos aprenderão os malefícios que esse causa, tanto pela educação quanto pelas propagandas conscientizadoras.