Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 03/12/2020

Tabagismo e Cultura: Como agir?

A cultura do tabagismo no mundo apresenta um cenário de alarde: após ser introduzida e disseminada por filmes, comerciais e demais canais midiáticos, o uso do cigarro se tornou a causa de 80% das mortes em casos de câncer de pulmão. Além deste problema, também trouxe como consequência o alto número de dependentes da droga, situação que prejudica o desenvolvimento pessoal e profissional destes indivíduos, ao passo que centralizam suas vidas em torno dessa substância, a qual, segundo a Campanha Crianças Livres do Tabaco (CTFK) é considerada a mais viciante dentre os entorpecentes.

Nesse cenário, é a maneira como a droga funciona que coloca o tabaco no topo da lista dos entorpecentes mais propensos ao vício. Segundo a CTFK, esse contém a nicotina, que, após ser inalada por meio do cigarro ou outros (charuto, cachimbo), demora somente 19 segundos para liberar a dopamina, substância que gera sensação de felicidade. Desse modo, o usuário possui picos de alegria, e esses, ao diminuírem rapidamente, o levam a consumir mais a droga, fator que a torna facilmente viciante, e complica seu combate.

Em aditivo, os danos do uso do tabaco se estendem aos gastos gerados por ele. Usando o Brasil como exemplo, somente em um ano, as mortes ligadas a entorpecentes custam 21 bilhões aos cofres públicos, valor correspondente a 30% dos recursos do SUS (Sistema Único de Saúde), segundo dados de infográfico disponibilizado em matéria da Revista Galileu.

Porém, é importante observar que mesmo com altos danos, o Brasil ainda se encontra como um dos melhores países no combate ao tabaco, pois, segundo o sétimo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), sobre a Epidemia Mundial do Tabaco, o país apresentou ações governamentais de sucesso no combate ao consumo da droga. Por esse motivo, fica evidente a fatalidade do tabagismo, uma vez que seus danos são imensos até mesmo em um país bem avaliado na instituição.

Em suma, tendo em conta o alto fator viciante da droga e seus malefícios, tanto sociais como econômicos, cabe aos líderes de países afetados, em conjunto com a OMS, trabalharem para seguir à risca as medidas impostas, em um plano que consista na implantação de medidas preventivas, para conter a disseminação da cultura do tabaco. Nesse sentido, a inserção de mensagens junto a tais conteúdos, as quais alertem para o telespectador, o real risco do uso do narcótico, o qual é muitas vezes mostrado como símbolo de status na televisão. E assim, com medidas direcionadas à população, a conscientização surtirá efeito sobre a saúde dos pulmões dos cidadãos.