Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 07/12/2020
No início do século XX, o cigarro era prestigiado como o suprassumo do glamour e elegância elitista, além de seu uso ser recomendado pela área de saúde. A influência exacerbada do tabaco na sociedade fora feita pelas inúmeras propagandas e campanhas televisivas, visto que a indústria midiática utilizava desta imagética viril e moderna para acumular capitais e propagar seus ideais ao redor do muundo. Conquanto, o tabagismo - em tempos hodiernos - embora tornou-se o símbolo de enfermidades, haja vista as suas adversidades e consequências relacionadas ao seu uso, ainda continua sendo um estigma à contemporaneidade.
Em primeira análise, para entender a complexidade da problemática, é fundamental compreender as adversidades causadas pelo tabagismo. De acordo com a ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à saude e ao bem-estar social, entretanto o fumo impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática, tendo em vista as mazelas como enfisema pulmonar, câncer no pulmão e a morte. Diante do exposto, é essencial analisar a relação entre as enfermidades e a queda na qualidade de vida, visto que o tabaco ocasiona efeitos negativos e riscos relacionados ao seu uso.
Faz-se mister, ainda, salientar as consequências do fumo à sociedade como impulsionadora e agravante ao problema. Segundo o sociólogo francês Émille Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico, e em caso de algumas células, como indivíduos, são afetados, todo o organismo poderá sofrer seus desfechos negativos, como dispêndio estatal e queda da expectativa de vida. Diante de tal contexto, torna-se crucial analisar as sequelas sociais do tabagismo, posto que o uso do cigarro acarreta em despesas governamentais na área da saúde, em que retira-se 30% dos recursos do Sistema Único de Saúde, para o tratamento de enfermidades relacionadas ao tabaco. Desse modo, demonstra-se que o tabagismo não ocasiona apenas complicações vitais, mas também econômicas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse entrave. Desse modo, urge que o Ministério da Saúde, em junção com o Governo Federal, deve, por meio de verbas governamentais, estabelecer nas instituições e ambientes de trabalho, acompanhamento psicológicos e profissionais da área de saúde para atuarem na prevenção e tratamento do tabagismo, auxiliando os indivíduos no combate ao tabaco e servindo de apoio aos familiares, a fim de solucionar o quadro em questão. Ademais, cabe também à mídia, como formadora de opinião, promover, por intermédio de propagandas e campanhas, a exposição dos riscos e consequências à saúde que o tabaco pode proporcionar, com o intuito de sanar esse panorama brasileiro. A partir dessas ações, atenuar-se-á o impacto nocivo do tabagismo.