Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/12/2020

Walt Disney, criador de personagens que marcaram a infância de milhões de pessoas, morreu devido a um câncer de pulmão fruto do uso excessivo de tabaco. Tal acontecimento é apenas um dos muitos exemplos que comprovam o quanto o cigarro é prejudicial à saúde, fato que configura um grave proble-ma social. Nessa perspectiva, faz-se necessário pontuar os principais estimuladores do imbróglio - seja a ineficiência das medidas estatais, seja o processo de amenização do ato de fumar - a fim de traçar caminhos para que um dia haja uma geração sem fumantes no Brasil.

A princípio, é indubitável que as ações governamentais, como a criação da “Lei Antifumo”, não são suficientes para diminuir a incidência do tabagismo no território nacional. Nessa esteira, o pensador Amartya Sen afirma que o Estado tem de assegurar o bem-estar da sociedade. Contudo, é evidente que falha no cumprimento dessa obrigação. Prova disso é o fato de que, segundo dados do Grupo Glo-bo, as pessoas têm fumado cada vez mais com o passar do tempo. Assim, haja vista que quem deveria resolver o percalço é ineficiente, nota-se que a sociedade está longe de se livrar completamente desse vício, situação inaceitável para o século XXI.

Ademais, é imperioso destacar o processo de banalização do usufruto do tabaco como gerador basi-lar do entrave supracitado. Acerca disso, o filósofo Jean-Paul Sartre, que fez uso dessa droga durante sua vida, destaca: “O pior mal é aquele ao qual nos acostumamos”. Nessa lógica, percebe-se que a condição de fumante - estado esse que deveria ser combatido e evitado - torna-se normal e aceitável. Dessa maneira, os jovens, por verem seus genitores fumando, pessoas tidas como exemplos de condu-ta, sentem-se estimulados a fazer o mesmo. Logo, comprova-se a séria e urgente necessidade de se combater tal quadro deletério, para, então, trilhar um futuro sadio.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o percalço. Dessarte, o Congresso Nacional - ins-tituição responsável por elaborar as leis brasileiras -, por meio de PEC (Proposta de Emenda Constitu-cional), deve mudar a Lei Antifumo. Essa alteração, com o fito de desestimular o fumo e, no futuro, ge-rar um planeta livre desse mal, dar-se-á com a proibição de tal ato em vias públicas, como ruas e pra-ças. Além disso, é fulcral que o Ministério da Justiça e Segurança Pública - órgão que prima pela manu-tenção da paz no Brasil - aumente a fiscalização das ocorrências que desrespeitem a nova lei. Isso de-ve ser feito com o aumento do policiamento e com a aplicação de multas aos infratores, com a finalida-de de impedir a desobediência. Paralelamente, cabe à mídia televisiva divulgar uma campanha, a nível nacional, que conscientize a população acerca dos riscos que o tabaco traz. Dessa forma, casos como o de Walt Disney tornar-se-ão incomuns e a humanidade estará livre desse problema.