Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 07/12/2020

Conforme um relatório da Organização Mundial de Saúde, publicado em 2015, a cada seis segundos uma pessoa morre em decorrência de alguma doença relacionada ao tabagismo. Entre as possíveis causas para essa problemática existe a glamourização do fumo, que representa um contexto preocupante pois o uso do tabaco provoca diversos problemas de saúde para o usuário e para as pessoas que convivem com esse indivíduo. Logo, medidas devem ser tomadas para mudar essa realidade.

Em primeira instância, é preciso considerar a causa desse problema. De acordo com um artigo do  jornal Washington Post, publicado em 2017, um em cada três jovens é influenciado a fumar por personagens de filmes e seriados. Conforme este artigo, séries produzidas pela Netflix e populares entre os jovens possuem em média setenta cenas de personagens fumando. Ademais, as redes sociais também representam um meio de influência ao uso do tabaco, uma vez que fotos e vídeos fazendo uso de cigarros, convencionas ou eletrônicos, acumulam curtidas e comentários devido ao fetichismo dessa ação.

Em segundo lugar, é preciso considerar as consequências que esse problema gera. Conforme dados divulgados pelo blog do Sesi farmácia, o câncer de pulmão, que pode ser provocado pelo fumo, é o mais comum e o que mais mata pessoas no mundo. Além disso, o uso do tabaco provoca outras enfermidades tais como aneurisma, derrame, infarto e aumento do colesterol. Ademais, o fumante passivo, que é o indivíduo que não fuma mas que convive com fumantes e inala a fumaça do cigarro, possui 30% de chances de desenvolver câncer de pulmão. Em função do interesse crescente de jovens por cigarros de tabaco esses dados tendem a aumentar se providências não forem tomadas.

Mediante aos fatos abordados, é evidente que o uso do tabaco precisa ser desestimulado. Segundo o ativista Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo“, nesse sentido o Ministério da Educação deve criar um programa educacional anti-tabagismo nas escolas por meio de palestras, atividades artísticas, gingacas e exposição de documentários. Esse programa deve ser executado por estudantes da licenciatura de universidades federais e deve ser expandido ao ensino superior, da mesma maneira, como parte do estágio obrigatório dos universitários. Sendo assim, o objetivo dessa ação é a transformação da realidade por meio da educação, visto que os alunos participantes do programa também serão agentes de tranformação no seu meio social, impedindo que o uso do tabaco seja fortalecido e perpetuado por gerações. Dessa forma, relatórios como o publicado pela Organização Mundial da Saúde em 2015 não existirão no futuro.