Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/12/2020
No século XX, as propagandas publicitárias e os filmes da época se encarregavam de romantizar e tornar mais atraente o hábito de consumir cigarros, por meio de estratégias coercitivas. Observando-se como o tabagismo é fonte de consequências negativas para a sociedade, o Estado proibiu a mídia de tal atitude, bem como impôs várias medidas de combate ao vício. Entretanto, o tabagismo ainda é presente de maneira significativa no Brasil por causa do afrouxamento dessas políticas e da falta de conscientização do indivíduo, o que traz como consequência o aumento de doenças e o consequente agravamento da saúde pública do Brasil.
Em primeiro lugar, evidencia-se como as políticas de combate ao tabagismo não estão sendo suficientes para erradicar o consumo do tabaco, bem como para conscientizar os indivíduos. Nesse sentido, embora o Brasil tenha se tornado o segundo país que mais combate o tabagismo no ranking mundial - segundo o Ministério da Saúde divulgou em 2019 - o consumo do cigarro ainda é expressivo no país, como se pode observar na precisão de destinar locais abertos em lugares públicos para que os fumantes possam fumar. Além disso, o preço acessível da carteira de cigaro - que gira em torno dos R$7,00 - desestimula os indivíduos a largarem o vício, uma vez que, muito provavelmente, a falta de dinheiro não será um impecilho para que eles alimentem o vicio pelo tabaco. Por fim, a falta de consciência dos fumantes acerca das consequências socioeconômicas do tabagismo, como o aumento dos gastos do Estado com a saúde pública e como os fumantes passivos são afetados - contribui com a permanência do vício em cigarro.
Por conseguinte, é notório como os efeitos do cigarro afetam diretamente a saúde e a economia da sociedade brasileira. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de 400 pessoas morrem por dia em decorrência das ações do tabagismo. Nessa perspectiva, doenças como enfisema pulmonar, câncer de pulmão e boca e hipertensão assolam a qualidade de vida dos indivíduos fumantes, bem como sobrecarrega o sistema público de saúde, uma vez que eles buscarão ajuda dos profissionais de saúde e, mesmo assim, estarão lidando com doenças crônicas que muito afetarão suas vidas.
Conclui-se, portanto, que o combate ao tabagismo no século XXI deve ser mais expressivo. Certamente, cabe ao Ministério da Economia, por meio de um projeto de lei, propôr o aumento da taxação do imposto sobre o tabaco de forma a aumentar, consequentemente, o valor do cigarro no Brasil. Com isso, haveria o estimulo ao não consumo dele e, assim, diminuiria o número de tabagistas. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover uma conscientização da sociedade por meio das redes sociais, a fim de agregar ao combate ao tabagismo no Brasil contemporâneo.