Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/12/2020
" Corrida para vender cigarro, cigarro para vender remédio […]" diz a letra da música da banda Engenheiros do Hawaii, que ilustra as estratégias utilizadas pelas corporações pra controlar mercadorias. Nessa perspectiva, percebe-se, que tal tática ainda permeia a sociedade, visto que a influência da indústria ganha cada vez mais adeptos ao cigarro e tem causado grandes prejuízos a sociedade, seja ele financeiro ou a saúde.
É relevante abordar primeiramente, que a lei antifumo e a proibição de propagandas favoráveis ao tabaco, conseguiu reduzir o consumo. Embora isso tenha ocorrido, as novas propagandas do ramo, como as embalagens super coloridas, os novos sabores e os cigarros eletrônicos que mascaram o verdadeiro efeito do cigarro, tem persuadido novos consumidores, e principalmente os jovens. Nessa situação, além dos danos causados pelo tabaco comum eles sofrem com a presença do açúcar que é cancerígeno e a essência de cravo que pode causar hemorragia pulmonar.
Paralelo a isso, em sua maioria os fumantes começam esse processo logo na adolescência. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) 9 em cada 10 indivíduos começam antes dos 18 anos de idade, e isso ao longo dos anos tende a aumentar o risco de desenvolvimento de doenças, como câncer, AVC e pneumonia. Contudo, o prejuízo não é apenas na saúde mas também financeiro, visto que a indústria do cigarro movimenta 13 bilhões de tributos no ano, porém o país gasta cerca de 57 bilhões nas despesas médicas e de produtividade relacionada ao cigarro.
Dessa maneira, é preciso desconstruir essas estratégias para atenuar o número de usuários. Para isso, o Poder legislativo deve aprovar o Projeto de Lei do Senado nº 769 que proíbe a comercialização da nicotina com a presença de sabores e determina o tipo de embalagem a ser utilizado, a fim de diminuir a influência da indústria e reduzir os riscos a saúde do cidadão. Além disso, o Governo de cada estado deve investir em campanhas nas escolas, estações de transporte e debates na mídia para divulgar a população as consequências do fumo a saúde e desestimular seu uso. Cabe ainda a este, promover a permanência de tributos altos a produtos relacionados ao fumo e também combater o contrabando que pode ocorrer com a taxação sobre o produto. Dessa forma, haverá menos aderente ao tabagismo e consequentemente menos prejuízos a sociedade.