Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/12/2020
(Tema: CAMINHOS PARA COMBATER O TABAGISMO NA SOCIEDADE BRASILEIRA)
Nos anos 20, a figura da melindrosa, uma mulher de trajes ousados para época e, quase sempre, com cigarros em mãos, transmite audácia e plenitude. Por esse motivo, é usada como inspiração de fantasias até os dias atuais, no entanto, essa imagem não ilustra o quão pernicioso é o tabagismo, doença que só aumenta seus índices devido à entrada desenfreada desses produtos no país e, também, às campanhas antifumo sem divulgações efetivas. Diante disso, essa problemática e os meios para combatê-las se tornam passíveis de discussões.
Em primeira análise, o contrabando dificulta a luta contra essa questão. Nesse sentido, o programa “Fantástico” da rede “Globo”, no início de 2020, acompanhou os processos básicos de transporte desse crime organizado e como essa indústria movimenta bilhões de reais por ano no país. Nessa ótica, esse produto continua adentrando no território nacional, enquanto isso, mata familiares e gera gastos públicos estrondosos, ambos completamente evitáveis. Desse modo, é imprescindível que o maior cargo do executivo se posicione quanto a essa questão de segurança e de saúde pública
Somado a isso, as campanhas antitabagismo não são divulgadas em sua máxima capacidade, o que limita o seu alcance e o seu objetivo. Nessa perspectiva, assim como o Brasil possui 10% de fumantes em sua população segundo dados do “Hospital Oswaldo Cruz”, ele também possui diversos programas de auxílio aos fumantes ofertados gratuitamente pelo SUS, por exemplo, nos PSF (Posto de Saúde e Família) há acompanhamento com pneumologista que monitoram o uso dos adesivos de nicotina, além de ajuda psicológica por intermédio de reuniões e terapias nas unidades do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Logo, é inadmissível que todos esses recursos não cheguem à população devido à má divulgação dos órgãos responsáveis.
Portanto, fica evidente que as fronteiras do país e a abrangência das campanhas antifumo carecem de atenção. Para que isso ocorra, cabe ao governo federal destinar mais recursos financeiros ao setor, a fim de proteger a fronteira e de obter maior controle do que transita por elas, em especial os cigarro. Isso deve ser feito por meio do envio de soldados ociosos e do uso de tecnologias de monitoramento, como os drones. Além disso, o Ministério da Saúde, junto às mídias, por intermédio de vídeos, que contenham contatos e sites das unidades de ajuda, divulgados em suas redes sociais e televisivas, devem aumentar o alcance e a eficiência de seus programas. Só assim, o número de fumantes decairá e o cigarro ficará restrito à composição de uma fantasia temporária.