Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/12/2020

O combate ao tabagismo é problemática nacional incessante e recorrente. Nesse viés, deve-se considerar, para melhor entendimento, dois aspectos: a iniciação do tabagismo na juventude, bem como a dependência química em nicotina. Dessa forma, faz-se fulcral a ação de agentes tanto civis, quanto estatais, no que tange ao enfrentamento da perpetuação do tabagismo no Brasil.

Em primeira análise, observa-se que, por vários anos, o Ministério da Saúde vem produzindo campanhas contra o uso de tabaco. Embora os índices de usuários tenham diminuído, muitos jovens ainda optam pela curiosidade e iniciam um ciclo que perpassa por diversos problemas de saúde e, muitas vezes, encerra precocemente com o óbito. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, 428 pessoas, por dia, morrem devido a doenças causadas pelo fumo, por exemplo o câncer de pulmão, efizema pulmonar e as doenças cardiovasculares. Sendo assim, faz-se urgente a conscientização de todas as pessoas, sobretudo, dos mais jovens, sobre o perigo de iniciar esse ciclo letal.

Outro aspecto relevante é a presença de nicotina em todas as manifestações de uso do tabaco. Isso é fator preocupante, porque, de acordo com o médico oncologista Drauzio Varella, fumar não é um hábito, é dependência química. Essa dependência é acarretada, mormente, por essa substância, o que perpetua o uso indiscriminado pelo usuário. Nesse sentido, é impreterível ações governamentais imediatas que freiem a indústria do tabaco, no que tange à difusão constante de dispositivos tecnológicos, como cigarros eletrônicos e narguiles, que induzem os indivíduos a acreditarem que não são prejudiciais para a saúde individual e coletiva, entretanto, realizam danos proporcionais ao cigarro comum.

Em síntese, observa-se que é de suma importância a intervenção contínua na sociedade, como também a austeridade fiscal na indústria discutida. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação promover ações nas escolas, por meio de rodas interativas de debates, com o intuito de não apenas conscientizar a juventude com informações gerais, mas escutar seu ponto de vista e, assim, trabalhar em cima dessas observações de mundo. Além disso, é de responsabilidade do governo federal taxar, exacerbadamente, produtos com tabaco e nicotina, os quais são comprovados, pela ciência, que prejudicam todo o corpo social. Sendo assim, os indíces de compra desses poderão diminuir e, possivelmente, mais indíviduos deixarão o vício de fumar, o que contribuirá para o progresso da saúde pública, como também posterior qualidade de vida.