Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/12/2020

O dia 29 de agosto foi escolhido como Dia Nacional de Combate ao Fumo para representar as ações nacionais de sensibilização da população para os danos causados pelo fumo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas por ano. Diante dessa perspectiva, percebe-se a configuração de um grave problema de saúde pública.

Convém ressaltar, a princípio, que a mídia exerce um papel determinante nessa problemática. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, se as pessoas crescem inseridas no contexto social em que filmes e séries, por exemplo, expõem cenas com fumo, a tendência é acreditar que isso é comum e adotar tal comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.       Outro ponto relevante, nessa temática, é a busca por prazeres instantâneos. De acordo com o Hedonismo, filosofia grega, o prazer é o bem supremo da vida humana. No entanto, a busca por esse bem caracteriza-se como um agravador na questão do fumo. Isso porque, a fim de produzir prazer e modificar seu humor, o usuário recorre ao tabaco que possui substâncias como a nicotina, que além de proporcionar essas sensações gera dependência, o que dificulta o abandono do tabagismo.       Fica, portanto, evidente que a problemática relacionada ao tabaco precisa ser enfrentada. Urge que as prefeituras, em parceria com especialistas no assunto, devem desenvolver ações, por meio da produção de vídeos que alertem sobre os riscos do tabagismo, além de conter relatos de pessoas que vivenciaram tal problema. Dessa forma, a população saberá dos malefícios que esse vício causa. Com efeito, a luta contra o fumo irá além do dia 29 de Agosto.