Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 08/12/2020
Para o sociólogo Durkheim, a sociedade é um organismo biológico dotado de fatos sociais, os quais apresentam-se de forma coercitiva, coesiva e generalizada. Nesse viés, atrelando a tese ao Brasil hodierno, evidencia-se o tabagismo como uma problemática acima de tudo social, visto que parte da população está condicionada ao hábito coercitivamente. Dessa forma, a situação vigente relaciona-se de maneira intrínseca com a mídia, a qual corrobora o problema, e a ineficácia do Estado em regular o uso do tabaco.
Com efeito, para Adorno, expoente da Escola de Frankfurt, a Indústria Cultural aliena a população com sua massificação e superficialidade. Consoante ao disposto, o tabagismo é retratado como uma prática elegante, sofisticada e até prazerosa em diversas obras como filmes, livros e músicas. Por conseguinte, o indivíduo alienado encanta-se e torna-se usuário, atribuindo a si diversos malefícios muitas vezes não expostos nas mídias, como o câncer de pulmão e doenças cardiovasculares.
Outrossim, na obra “O Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimenstein, é posto em evidência o fato de que a cidadania no país tupiniquim existe apenas no papel da lei. Em conformidade a isso, percebe-se a ineficácia do governo em garantir o acesso à saúde, conforme previsto na Constituição Federal de 1988. Nesse âmbito, evidencia-se o aumento do tabagismo entre jovens de 17 a 24 anos, segundo o Ministério da Saúde, o qual representa uma falha nos meios de coibir a prática e acarreta prejuízos econômicos e sociais que podem ser irreversíveis, visto a alta taxa de dependência toxicológica do tabaco.
Destarte, tornam-se necessárias ações concretas para coibir o tabagismo. Com base nisso, é dever do Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, a promoção de palestras nas escolas e universidades, as quais devem ser ministradas por médicos clínicos e psiquiatras, psicólogos, economistas e sociólogos, que vão discorrer de forma lúdica para cada faixa etária a respeito dos âmbitos nocivos da prática. Além disso, as palestras também deverão ocorrer online nas redes sociais como “Instagram” e “Youtube” para o público em geral, e em plataformas como o “Google Meet” para grupos de indivíduos inscritos com antecedência, de modo a fomentar o debate sobre o tema e trazer mais informação sobre o tabaco. Assim, é possível deter o aumento da problemática e afastar-se desse fato social maléfico.