Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/12/2020
Na Era de Ouro de Hollywood, especialmente no final dos anos 30 ao início da década de 60, o cigarro passou a ser um elemento que transmitia glamour e rebeldia, sendo quase que protagonista da sétima arte. Hodiernamente, na contemporaneidade, o tabaco ainda não deixou de ser um protagonista na vida de muitos indivíduos, ao passo que o número de fumantes são alarmantes e traz consigo a reflexão sobre suas consequências. Tal viés acontece devido à ineficácia governamental e a má influência midiática. Diante disso, é necessária uma análise acerca desses empecilhos.
Em primeiro lugar, é importante destacar como a ineficácia do governo é impulsionadora dessa problemática. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é reponsável por garantir o bem-estar social, e nisso inclui-se a saúde da população. Entretanto, o escasso número de políticas públicas destinadas ao combate do tabagismo no Brasil, como campanhas, fortalecem o problema no país. Nesse sentido, a permanência desse vício entre os cidadãos tem consequências graves à saúde, como o câncer de pulmão, sendo o uso de tabaco o principal fator de risco, de acordo com a OMS. Desse modo, a falta de remediação do governo perante esse ímpeto causa sua continuidade.
Além disso, a má influência midiática perpetua o uso de tabaco no Brasil. Nessa perspectiva, segundo o conceito de “Mortificação do Eu” de Evering Goffman, o cidadão perde o seu pensamento individual para dar lugar ao coletivo. Posto isso, desde a época do auge hollywoodiano, é perceptível como os cidadãos se submetem à influência em massa da mídia, que por sua vez divulga de forma rasa os perigos desse vício e romantiza o seu uso. Dessa maneira, a influência exercida pela mídia cria uma noção errônea sobre o fumo, causando o consumo desenfreado.
Portanto, medidas são necessárias para o combate ao tabagismo na sociedade contemporânea. Para tanto, urge que o Governo, como mantedor do bem-estar social, na figura do Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais , crie campanhas com conteúdo voltado aos perigos do uso de tabaco e suas consequências, sendo estas veiculadas nos postos de saúde, escolas e espaços públicos, com o objetivo de conscientizar a população. Além disso, cabe às mídias, como grandes veiculadoras de informação, por meio de investimentos, criar uma campanha especial, que deve ser divulgada em todas as redes, com a participação de especialistas voluntários e vítimas desse vício, com a finalidade de levar mais informações às pessoas de forma profunda. Somente assim, será possível mudar o cenário do tabagismo no século XXI.