Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 09/12/2020
Na célebre visão de Anthony Giddens, sociólogo britânico, a sociedade atual é viciada em entorpecentes e estimulantes, em função do frenético ritmo capitalista de trabalho. Sob essa óptica, o tabagismo no século XXI gera problemas ao indivíduo e ao sistema de saúde pública, sendo, portanto, necessária uma análise mais profunda acerca de suas consequências.
A princípio, o uso de cigarro traz problemas graves ao usuário. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o tabaco aumenta as chances de câncer e problemas cardiovasculares. Contudo, por exemplo, é comum encontrar fumantes que sabem dos riscos existentes no ato de fumar, porém, a dependência química cerebral prevalece sobre o medo de futuras enfermidades. Dessa forma, cria-se uma triste relação emocional com a nicotina, e essas pessoas necessitam de ajuda psicológica para amenizar os efeitos.
Outrossim, destacam-se os custos ao Sistema Único de Saúde no tratamento de doenças decorrentes do tabagismo. Nessa perspectiva, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, enfermidades ligadas ao uso do cigarro custam 21 bilhões de reais para os cofres públicos, bem abaixo do que é arrecadado por meio de impostos pela venda do tabaco. Sendo assim, faz-se imprescindível a máxima de Paracelso, médico da Idade Média, pois para ele, a prevenção é sempre o melhor remédio. Logo, por medidas profiláticas, o Estado diminuirá consideravelmente os gastos públicos.
Destarte, para mudar a realidade vigente, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, deve realizar palestras nas escolas, por meio de recursos estatísticos e presença de ex-usuários de cigarro que falem sobre os efeitos psicológicos causados pela dependência, a fim de mitigar o consumo futuro de nicotina o máximo possível. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover auxílio psicológico para atuais dependentes químicos, por meio das Unidades Básicas de Saúde, a fim de gerar bem-estar ao indivíduo e diminuir os custos futuros. Assim, será possível cumprir a lógica de Paracelso.