Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/01/2021
Durante a segunda metade do século XX surgiram campanhas publicitárias sobre o uso do cigarro, dentre elas uma conhecida como “Cowboy da Marlboro”, que tratava a questão do tabaco como algo libertador e promissor. Embora essa não seja a realidade vivida, o uso desse tipo de droga se popularizou devido a forte influência que a mídia tinha sobre a vida das pessoas na época, fator que posteriormente trouxe consequências para a saúde dos usuários.
Embora no Brasil essas campanhas sejam proibidas desde o ano 2000, elas tiveram grande interferência sobre a maneira de pensar dos indivíduos, fato que pode ser associado a indústria cultural. Em filmes e programas televisivos os personagens fumantes eram retratados como símbolos de liberdade, independência e até mesmo de empoderamento feminino no caso das mulheres. Foi criada uma imagem de que aquele produto traria “status”, o que popularizou seu uso entre os adolescentes, jovens e adultos da época.
Apesar de toda a romantização que foi criada principalmente na década de 1980, o consumo precoce e contínuo de qualquer substância pode ocasionar em algum efeito negativo na saúde e bem-estar, como o vício, que quando não eliminado pode acarretar em sérias enfermidades. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o tabagismo mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo todo, através de patologias como câncer de pulmão, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares.
Desse modo, infere-se que medidas são necessárias para evitar o aumento do número de fumantes. É importante que o Ministério da Educação crie campanhas de conscientização e combate ao fumo. Isso deve ser feito dentro das escolas a partir do ensino fundamental II, por meio de palestras com profissioanais da saúde e ex-fumantes, a fim de informar os adolescentes sobre os riscos e malefícios que essa prática pode proporcionar.