Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 11/12/2020
Em meados do século XVI, o charuto era a forma mais comum de consumir o tabaco. Atualmente, estão presentes as mais variadas maneiras de consumo, como o cigarro, o narguilé, entre outros, que atraem as pessoas para fazer tal uso. Dessa forma, surge um cenário de urgência na saúde do Brasil, pois esses são os principais fatores que levam ao desenvolvimento de doenças respiratórias. Essa problemática se faz ainda mais preocupante uma vez que o número de jovens que entram em contato com essas drogas vem crescendo cada vez mais, criando um contexto ainda pior na saúde do país. Primeiramente, ressalta-se o aumento considerável de jovens que fazem uso do cigarro atualmente. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de jovens fumantes aumentou de 7,4% para 8,5% em um período de um ano. Além disso, ele ainda afirma que o contato com o cigarro começa em média aos 13 anos e que esse vem sendo cada vez mais precoce. Frente às diversas opções, o cigarro eletrônico tem encantado os jovens atualmente, chamando atenção para um falso mundo fantasioso de novidades e facilidades, levando-os a uma situação que, conforme o instituto INCA, os deixam cada vez mais vulneráveis para o desenvolvimento do câncer de pulmão futuramente.
Ademais, destaca-se também que o uso de anúncios e propagandas que incentivem o consumo de cigarro no Brasil é proibido pela Lei Antifumo. No entanto, essa propaganda ainda é presente indiretamente em séries e filmes, como na série britânica Peaky Blinders, em que o cotidiano dos personagens é marcado pelo uso de álcool e cigarro. Nesse contexto, devido ao seu alto potencial de influência sobre as massas, esses conteúdos televisivos deveriam voltar-se à realidade e mostrar também os males causados pelo tabagismo, de forma que atentasse aos expectadores sobre seus riscos ao consumi-lo.
Conforme o exposto, fica evidente a necessidade do combate ao tabagismo. Para tanto, é necessário que o governo federal, aliado às autoridades municipais, promova uma maior fiscalização em todo o país e tome medidas rigorosas àqueles que vendem cigarros aos menores de idade, de forma que sofram penalidades e estejam sujeitos a multas ou prisões, dificultando, assim, o contato entre esses menores e o cigarro. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde exercer uma maior divulgação, por meio das mídias sociais, com propagandas e anúncios, que informem sobre as campanhas antitabagistas e a Lei Antifumo, a fim de estimular, dessa forma, uma conscientização entre crianças, jovens e adultos acerca do assunto.