Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/12/2020

Das diversas doenças que assolam a humanidade, o cancêr pulmonar é o mais letal atualmente. Porém, registros evidenciam que esse tipo de cancêr somente alcançou tal posição com a ajuda de um  produto consumido por milhões de pessoas, o tabaco. Responsável pela morte de uma pessoa a cada 6 segundos, a cultura do tabagismo gera despesas de 1.4 trilhão de doláres, cerca de 2% do PIB mundial, todos os ano. Mas o que leva milhões de pessoas consumirem um veneno no seu dia a dia?  A glamourização do cigarro na indústria do entretenimento é uma forte propaganda para o uso do mesmo, sendo nocivo também à natureza, visto que é um dos principais componentes encontrados nos lixos que são incorretamente descartados.

Apesar do número de dependentes ter diminuído cerca de 9% no Brasil, o país ainda se localiza em 8º lugar no ranking dos maiores consumidores. Com a invenção do cinema e das redes televisivas, a indústria do tabaco encontrou ali a oportunidade de divulgar seu produto, que prometia de início, charme ao seu consumidor, mas escondia suas diversas consequências, como doenças pulmonares e doenças coronárias. Com a ajuda das redes sociais, a comunidade Truth Orange vem incentivando a divulgação de uma campaha contra o uso do cigarro nas midias, com o intuito de proteger principalmente os jovens, que com a intenção de se assimilarem com seus ídolos acabam fumando, visto que 35% dos fumantes admitem terem começado a fumar entre os 17 e 19 anos, segundo o IBGE.

Além de causarem danos gravíssimos à saúde dos usuários e das pessoas ao seu redor, dois terços de todos os cigarros consumidos no mundo são descartados de forma incorreta, geralmente jogados nas ruas, onde contribuem para o aumento de inundações e contaminação de oceanos e praias. Ademais durante o cultivo da folha de tabaco, a utilização de agrotóxicos nocivos, atuam na contaminação de rios e lençóis freáticos, impossibilitando o consumo humano, além de causarem o empobrecimento do solo.

Em suma, é pertinente concluir que é responsabilidade do Estado, junto às grandes mídias, a produção de campanhas de concientização da população sobre os diversos riscos que o tabaco representa á saúde, e a restrição por meio de leis oficiais que regulem a utilização de cigarros nos mais diversos meios de comunicação social, com ênfase nos programas populares entre os jovens. Também cabe ao governo disponibilizar pontos de descarte para o resíduo deixado pelo cigarro e fiscalizar a população fumante, aplicando se necessário, multas e advertências naqueles que cometerem infrações. Desse modo é possível que o tabagismo possa continuar desaparecendo da sociedade, diminuindo portanto o seu número de vítimas.