Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/12/2020
A “Belle Époque” foi uma período cosmopolita na Europa marcada pelo progresso da tecnologia, pela exaltação ao luxo e, também, pelo início da popularização do cigarro no mundo. Anos mais tarde, essa influência europeia histórica tem reverberado em um problema no Brasil : a persistência do Tabagismo no século XXI. Diante disso, evidencia-se a perpetuação de um problema grave no país, em virtude da falta de desvelo governamental somado à pressão do capitalismo para o consumo.
É importante ressaltar, primeiramente, que a falta de zelo do poder público em relação ao Tabagismo é um empecilho à resolução da problemática. Sob esse viés, Rousseau, em sua teoria, disserta sobre o papel do Estado na promoção da saúde dos indivíduos. No entanto, no que tange à questão do consumo de cigarros, o governo não tem agido conforme a tese contratualista, haja vista a ausência de políticas públicas que informem a população sobre os malefícios do uso do cigarro. Em decorrência desse processo, o quadro “Profissão Réporter”, em matéria sobre o cigarro, evidenciou que a falta de concientização sobre os riscos para saúde do Tabagismo, como o infarto, corrobora a manunteção dessa realidade, responsável por matar milhares de brasileiros todos os anos.
Ademais, outro fator relevante nessa temática é a ótica capitalista que prioriza interesses financeiros em detrimento do bem-estar social. Sobre esse ponto, o sociológo Karl Marx defende que, no capitalismo selvagem, os anseios pelo lucro se sobrepõem aos valores éticos e morais. Assim, as grandes corporações de venda de cigarro se aproveitam das fraquezas psicológicas dos indivíduos para vender um produto que promete relaxamento e prazer. Como consequência, no país que possui o maior número de ansiosos do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, o número de pessoas que fumam e desenvolvem problemas respiratórios continua aumentando, em virtude da coerção cruel do sistema econômico.
Fica claro, portanto, que a manutenção do Tabagismo no século XXI tem intrísenca ligação com o modelo capitalista e a omissão estatal. Dessa forma, urge que o Ministério da Saúde, por meio de uma parceria com a mídia, crie campanhas de conscientização sobre os riscos do cigarro para a saúde dos brasileiros. Tais campanhas devem contar com a entrevistas de profissionais especializados na temática, como médicos e psicológos, para que sejam repassadas informações relevantes sobre a periculosidade do uso do cigarro. Ademais, é interessante a participação, por meio de entrevistas, de pessoas que sofreram problemas de saúde em decorrência do Tabagismo para exemplificar as consequências dessa prática. Feito isso, essas campanhas poderão garantir a diminuição do Tabagismo e, enfim, por fim ao vício criado na “Belle Époque”.