Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/12/2020

A obra cinematográfica “Pulp Fiction”, dirigida por Quentim Tarantino, elucida de forma clara a feitichização nitotícinica pela indústria Hollywoodiana na década de 1980, ao passo que retrata a personagem principal - Mia Wallace - em posse de cigarrilhas. Consequentemente, tal grandiosa glamourização do tabaco aumentou o contingente de dependentes fumígenos ao redor do mundo, principalmente em países carentes. Entretanto, seja pelo enorme gasto estatal com o tratamento de doenças relacionadas ou pela deteorização da qualidade de vida populacional, o índice de brasileiros fumantes precisa ser amenizado e, por isso, carece de cuidados.

Previamente, é relevante salientar os maleficios sociais causados pelo tabagismo. À medida que o marketing audiovisual de cigarros iniciou-se, a aquisição de tabaco construiu-se não só por seu efeito biológico, mas também pelo despojamento explicitado nas películas. Assim, a nicotina presente nos fumos, até os dias atuais, prende os cidadãos a um produto caro que além de diminuir a renda pessoal, alimenta as propagandas fumígenas. Sob essa ótica, os dados da Organização Mundial da Saúde, que revelam 80% dos fumantes concentrarem-se em nações subsedenvolvidas mostram-se preocupantes, visto o empobrecimento de um povo pouco abastado. Segundo o filósofo Schoppenhauer, a vontade humana nunca é saciada por completo, tendendo a repetir-se. Desse modo, amenizar a influência midiática é essencial para que o desejo tabagista não mantenha-se na sociedade.

Ademais, os cofres públicos também são diretamente afetados com os impasses fumígenos. Conforme o Sistema Único de Saúde foi criado, durante a Reforma Sanitária de 1986, os custos com o tratamento de enfermidades civis passaram a ser estatais. Dessa forma, o vício nicotínico aumenta consideravelmente o despendimento com os hospitais, uma vez que é o principal motivador de doenças ao redor do mundo. Nesse viés, o governo argentino aplicou, no século XX, sanções à venda tabagista no objetivo de financiar serviços públicos e cautelar o número de fumantes na população. Logo, no objetivo de diminuir o déficit monetário governamental, aplicar impostos ao tabaco é fundamental.

Portanto, ações são indispensáveis para extinguir o número de tabagistas no Brasil. Dessa forma, restringir a  exibição de filmes que façam apologia ao cigarro, por meio de uma ementa legislativa feita pelo Congresso Nacional, é imperioso no intuito de diminuir a romantização nicotínica. Para isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ficaria responsável por averiguar as produções nocivas aos civis e autorizar a amostra apenas em períodos noturnos. Outrossim, a aplicação de impostos federais ao tabaco, por intermédio da Secretaria Nacional de Economia, é crucial a fim de dificultar a compra pela população. Assim, os interesses de Hollywood não moldarão os civis.