Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/12/2020
Em virtude do prestígio social referente ao fumo, que teve seu ápice no século XX, o uso do tabaco se popularizou na contemporaneidade. Todavia, o tabagismo possui diverssos malefícios à saúde, ocasionando, inclusive, a diminuição de 14 anos na expectativa de vida de um fumante de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), mesmo que esses dados não sejam socialmente explícitos. Tal problema ocorre em virtude da falta de acessibilidade à informações em regiões mundialmente periféricas, posteriormente, acaba por sobrecarregar o sistema de saúde de diferentes países.
Inicialmente, diverssas sociedades mantêm-se isoladas do espaço cibernético, de maneira a possuir baixo acesso a artigos publicados por orgãos de saúde competentes, inclusive, relacionados aos malefícios decorrentes da nicotina. De acordo com o geógrafo brasileiro Milton Santos, a globalização, como instrumento de cunho jornalístico, funciona como uma lâmina de dois gumes, de forma a segregar populações socialmente ou geograficamente isoladas. Assim, povos indígenas ou refugiados acabam por não conhecer os malefícios relacionados ao tabaco, diminuindo sua qualidade de vida, de forma a contribuir com o desaparecimento de culturas milenares.
Paralelamente, substâncias tóxicas presentes no tabaco são responsáveis por inúmeros problemas cardiorespiratórios, de forma a tornar necessária a entubação de diverssos pacientes, trazendo maiores gastos as redes públicas de saúde. No Brasil, cerca de 30% da verba do SUS (Sistema Único de Saúde), é investida no tratamento de pacientes cancerígenas em virtude do uso de cigarros. Logo, leitos de internação intensiva são cada vez mais ocupados por fumantes, o que acaba por inviabilizar demais tratamentos.
Em síntese, o fumo é um agente causador de diverssos problemas sociais e de saúde, tornando evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Nesse âmbito, é competência dos estados nacionais, juntamente com a OMS trazer empresas de internet às regiões com difícil acesso a informação, por meio de incentivos fiscais e oferta de mão de obra à iniciativa privada. Dessa forma, o aumento da concorrência entre tais empresas aumentará na região, estimulando a queda dos preços e o aumento da qualidade dos serviços, contribuindo com a acessibilidade aos artigos divulgados por especialistas em meio cibernético. Só então, os danos referentes à falsa relação entre a atividade tabagista e prestígio social serão revertidos, fazendo o uso do cigarro parecer um surto coletivo.