Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 16/12/2020
Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, já mencionava que nove décimos da felicidade consiste na saúde e, por isso, ela deve ser preservada. No entanto, quando se refere ao tabagismo no Brasil, o qual é definido pela Organização Mundial da Saúde, OMS, como dependência física e psicológica do tabaco, a vertente social se sobrepõe à da saúde, alavancando o número de doentes relacionados à esse vício. Logo, faz-se essencial uma intervenção que busque reduzir o impacto do tabagismo no Brasil.
Em primeiro plano, é de devida importância ressaltar o desafio social que permeia a questão da ingestão excessiva de tabaco no país. Embora tenha sido criada, em 2014, a Lei Antifumo, a qual proíbe propagandas que estimulem o hábito do fumo, ainda há uma forte influência do século XIX na geração atual, sendo que fumar ainda era legalmente aceito e considerado um refúgio da rotina conturbada da sociedade. Por conseguinte, cada vez mais os fumantes se assemelham ao indivíduo do poema de Fernando Pessoa, que saboreia no cigarro a liberdade de todos os pensamentos, e se esquecem dos efeitos negativos dessa prática.
Diante de tal perspectiva, é relevante destacar as consequências do vício em tabaco para os cidadãos brasileiros. Segundo o Instituo Nacional de Câncer, INCA, 428 pessoas morrem por dia por causa do tabagismo, isso porque o consumo exacerbado do fumo, a médio e longo prazo, acarreta doenças cardiorrespiratórias, como o câncer de pulmão, o qual é o que mais mata no mundo. Desse modo, é imprescindível não só o governo se atentar à essa questão, mas sim a própria parcela fumante da sociedade, pois como Sêneca, filósofo estoico, refletia:" é parte da cura o desejo de ser curado."
Em suma, para que as dificuldades atreladas ao tabagismo no Brasil sejam minimizadas, é dever do Governo Federal agir nessa problemática. Nesse contexto, é responsabilidade do Ministério da Saúde auxiliar no combate ao consumo exacerbado do fumo, tornando as campanhas antifumo mais eficientes, por meio da introdução de propagandas e palestras destinadas à todos os públicos, com profissionais capacitados para trabalharem nesse problema, a fim de orientar os cidadãos acerca dos malefícios do tabagismo e influenciá-los a apoiar essa causa. Assim, o índice de brasileiros fumantes diminuirá, as gerações atuais e futuras se tornarão mais conscientes das repercussões que suas ações podem provocar e as palavras de Sêneca serão cultivadas na contemporaneidade.