Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/12/2020
Na atual sociedade contemporânea, alguns métodos popularizam-se por gerarem alívio e descontração rápidos e relativamente baratos, em situações de instabilidade emocional ou apenas por diversão. Porém, o consumo de produtos fumígenos se torna um empecilho à medida que demonstra uma falta de amparo governamental frente a saúde mental da população, além da ineficiência do sistema educacional público, uma vez que o mesmo deveria evitar que esse hábito se desenvolvesse na fase adulta. Assim sendo, uma discussão sobre essa problemática se faz (urgentemente) necssária.
A priori, cabe citar os gastos anuais do Sistema Único de Saúde (SUS) com doenças decorrentes do tabagismo: aproimadamente R$60 bilhões, segundo o Ministério da Saúde. Esse dado demonstra, de certa forma, que o Estado aparenta preferir custear o tratamento de tais enfermidades do que investir recursos em redes de apoio psicossocial, que poderiam evitar grande parte desses custos, recebendo, por sua vez, apenas 0,001% desse valor anual, de acordo com o mesmo Ministério.
A posteriori, cabe trazer à tona o pensamento do filófoso Pitágoras sobre a importância da educação: ‘’educai as crianças e não será necessário punir os homens’’. Nesse sentido, é lógico concluir que, se as crianças forem efetivamente instruídas nas escolas, não simpatizarão pelo hábito de fumar, seja na fase adulta, seja antes dela.
Dessa forma, conclui-se que o tabagismo é uma crescente e notória chaga social moderna que merece atenção social e governamental. Portanto, espera-se que o Governo, por meio de maiores investimentos no Ministério da Saúde, disponibilize psicólogos e psiquiatras em postos de saúde, escolas e universidades, com o fito de tratar antecipadamente qualquer tipo de transtorno mental que possa, no futuro, instigar o indivíduo a buscar uma vávula de escape para os seus problemas, como os cigarros. Também é necessário que o Estado, utilizando-se de investimentos no Ministério da Educação, torne realmente efetivo o já existe Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), a fim de formar cidadãos que saibam dos riscos que o hábito de fumar oferece, evitando-o a todo custo e incentivando amigos e familiares a também evitá-lo. Somente dessa forma será possível à humanidade acompanhar todas as mudanças ocasionadas pelas revoluções citadas, ao mesmo tempo em que preserva a sua saúde física e mental.