Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/12/2020

No início do século XX, com a Revolução Industrial em seu ápice, o hábito de fumar tornou-se uma “saída” para os trabalhadores que iam à exaustão em suas jornadas de trabalho. Além disso, o estresse social de Guerras Mundiais possibilitou que a indústria tabagista crescesse de forma exponencial. Juntamente a isso, o vício passou de geração para geração, perpetuando-se de forma epidêmica em todas as sociedades. Nas quais, por muitos anos, ignoraram esse problema, seja por questões informacionais, seja por falta de conscientização. Em primeiro lugar, cabe destacar o papel da indústria cinematográfica como sendo uma influenciadora de hábitos. Filmes e séries que retratam histórias de tensão e estresse, em sua maioria, expõe o cigarro como aliado do personagem principal. Exemplo de “Peaky Blinders”, que narra a vida de Thomas Shelby – ex-soldado da Primeira Guerra Mundial e viciado em cigarros e álcool. Ademais, a obra em questão mostra, de forma implícita, o ato de fumar como sendo sinônimo de uma masculinidade elevada, e responsável por acalmar o personagem nos momentos críticos da trama. Influenciando assim, aqueles que assistem e aderem a essa ideia. Não apenas isso, temos também a influencia familiar e a falta de conscientização que está presente em nossa sociedade. De acordo com o Ministério da Saúde, 6 em cada 10 brasileiros são fumantes ou convivem com pessoas que fumam no espaço familiar. O que torna, esse segundo grupo, os chamados “fumantes passivos” e, consequentemente, vítimas em potencial dos males que o cigarro pode causar; como câncer de pulmão, bronquite e asma. Portanto, é necessária alternativa para combater o tabagismo, como também a falta de conscientização acerca do cigarro. Para isso, é cabível ao Ministério da Saúde a criação de mais palestras educacionais sobre essa temática, com a participação de ex fumantes que contassem as suas experiências, principalmente em escolas. Além do mais, o papel do Ministério da Economia pode ser exercido através do aumento tributário em cima do cigarro vendido no comércio, inflacionando o seu preço e deixando-o menos acessível. Fazendo assim, a sociedade brasileira se livrar desse vício patológico.