Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/12/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne ao tabagismo no século XXI, percebe-se a configuração de um problema entrópico, visto o caos presente na questão. Nesse sentido, é preciso aplicar medidas estratégicas para alterar essa situação, que possui como causas a má influência midiática e a insuficiênca da legislação, resultando em um aumento no número de fumantes ativos e passivos e, consequentemente, muitos casos de doenças decorrentes do fumo, como o câncer de pulmão.
Em primeira análise, a má influência midática apresenta-se como um fator dificultante na resolução da temática. Conforme o sociólogo Pierre Bordieu, o que foi criado para ser um instrumento de democracia não pode ser transformado em mecanismo de opressão. Nesse sentido, a mídia, ao invés de promover debates acerca das consequências do uso do cigarro, acaba por normalizar o ato de fumar, ao mostrar em suas telenovelas e programas diários pessoas fumando, o que influencia na consolidação do problema. Com isso, crianças, jovens e adultos, podem se sentir incentivados a fazer uso do tabaco, o que, em muitos casos, pode levar a vício, dependência e comobirdades relacionadas, principalmente, ao aparelho respiratório, como enfisema pulmonar, bronquite e asma.
Em segunda análise, a insuficiência das leis se mostra como outro dificultador à resolução do problema. Segundo Maquiavel, “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes.” A perspectiva do filósofo aponta para um problema persistente na sociedade brasileira: acreditar que a criação da lei em si, pode resolver problemas complexos como o uso do tabaco. Embora existam leis que proíbam a venda de cigarros para menores de idade e que vetem a utilização dos mesmos em ambientes fechados, é comum ver os dois atos acontecendo. As infrações das leis podem acarretar diversos problemas, como a tenra entrada das crianças no mundo do tabaco e o aumento no número de fumantes passivos, aqueles expostos aos componentes tóxicos presentes na fumaça do cigarro.
Diante do cenário, é imprescindível que medidas sejam tomadas. O Ministério da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos deve, em parceria com ONGs especializadas no assunto, deve promover na mídia propagandas que mostrem os potenciais problemas decorrentes do uso do tabaco, diminuindo o número de fumantes em programas, fazendo com que aqueles que, por ventura, possam se sentir incentivados pela mídia, diminua o uso do cigarro, a fim de que caia o número de pessoas que entram na vida do fumo. Além disso, os Governos Municipais devem intensificar as fiscalizações de venda de cigarro e seu uso em locais fechados, a fim de que o cenário entrópico possa se encerrar.