Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/12/2020

O tabaco exacerba a pobreza, reduz a produtividade econômica, afeta negativamente a escolha de alimentos consumidos pelas famílias e polui o ar interior. Na segunda metade do século XX, com o avanço científico, comprovou-se os malefícios à saúde causados pelo cigarro. Consequentemente, seu consumo passou a ser desmotivado, inclusive com a proibição de propagandas comerciais que anunciassem o produto. Nesse contexto, possui-se dois problemas que intensificam a situação: o déficit deixado pela arrecadação de impostaos das empresas de cigarro versus a dívida deixada na saúde devido problemas gerados pela nicotina, e os jovens e adolescentes neste cenário.

Os impostos cobrados sobre o cigarro chegam a 70% no Brasil, medidas como a Lei 12.546, regulamentada em 2014, restringe a prática do fumo em locais de uso coletivo, público ou privado. No entanto, leis como essa levam um certo tempo para adaptação na sociedade, a fiscalização ainda é precária e a indústria leva vantagem buscando um consumidor vulnerável, os adolescentes.

Segundo a British American Tobacco (BAT), o cigarro entre adolescentes é comum, 90% dos fumantes relatam sua primeira experiência com cigarros na adolescência, isso mostra que grande parte das mortes e complicações ocorreram em quem começou a fumar entre 15 e 16 anos. Além disso, no adolescente, o lobo frontal do cérebro, parte responsável por conter atitudes impulsivas ainda se desenvolve, mostrando que o adolescente pode ser suscetível aos impulsos, tornando-o assim o principal alvo da indústria de cigarros.

Dessa forma, o problema deve ser resolvido. O Ministério da Saúde junto ao MEC e profissionais da saúde, devem fazer parcerias para instituir palestras nas escolas, alertando os adolescentes sobre os riscos do tabaco. Junto a essas iniciativas, o Governo Federal precisa disponibilizar recursos para realização de pesquisas que visem desenvolver medicamentos e tratamentos para minimizar os efeitos do tabaco. sociedade. No entanto, a eficácia de tais medidas ocorrem a longo prazo, por isso, o quanto antes for investido mais cedo colheremos os frutos.