Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/12/2020
A Constituição Cidadã garante a todos o direito à saúde e ao bem-estar social. Todavia, na prática, muitos brasileiros não usufruem das prerrogativas supracitadas, tendo em vista a persistência do tabagismo - doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco - na cultura popular do século XXI. Nesse contexto, é crucial discutir os desafios que apresentam íntima relação com essa problemática, como a escassa abordagem do assunto e a má influência midiática.
Primeiramente, vale destacar que a falta de exposição dos malefícios do uso de tabaco colabora com a permanência do consumo. Sob essa ótica, o filósofo alemão Jurgen Habermas traz uma contribuição ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. No entanto, essa temática é pouco discutida, de modo que na ausência de informações sérias a respeito das consequências do cigarro, as pessoas insistem manter o hábito de fumar. Por isso, é essencial trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente para disseminar o conhecimento e conscientizar.
Ademais, é indubitável atrelar o papel da televisão na manutenção desse comportamento autodestrutível. Nesse contexto, segundo a Teoria do Habitus, do sociólogo Pierre Bourdieu, a sociedade incorpora as estruturas sociais que são impostas à sua realidade. Dessa maneira, percebe-se que a indústria cinematográfica possui influência nas atitudes pessoais, uma vez que produz e exibe cenas de fumantes revestidas de “glamour”, o que, certamente, é um estímulo para diversos indivíduos.
Depreende-se, portanto, que é responsabilidade do Governo Federal fomentar políticas públicas de prevenção ao tabagismo, como intervenção necessária para o resguardo dos direitos constitucionais. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, por meio Secretaria de Comunicação, produzir conteúdos publicitários para serem veiculados nas mídias de grande acesso. Tal ação deve ser feita em conjunto com profissionais da área de saúde, como psicólogos e médicos, com o fito de elucidar os perigos dessa toxicomania e esclarecer dúvidas, além de auxiliar os que precisam de ajuda para combater o vício. Sendo assim, encontraria-se um meio de agir mediante o debate, conforme propõe Habermas.