Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/12/2020
Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, já mencionava que nove décimos da felicidade consistem na saúde e, por isso, ela deve ser preservada. No entanto, quando o assunto é tabagismo no Brasil, o qual é definido pela Organização Mundial da Saúde, OMS, como dependência física e psicológica do tabaco, a vertente social sobrepõe-se à da saúde, o que contrapõe o pensamento do filósofo e alavanca o número de doentes relacionados a esse vício. Logo, faz-se essencial uma intervenção que busque reduzir o impacto do tabagismo no Brasil.
Em primeiro plano, é de devida importância ressaltar o desafio social que permeia a questão da ingestão excessiva de tabaco no país. Embora tenha sido criada a Lei Antifumo em 2014, a qual proíbe propagandas que estimulem o hábito do fumo, ainda há uma forte influência do século XX na geração atual, pois foi nesse período que fumar transformou-se em refúgio psicológico para a sociedade. Por conseguinte, de modo análogo ao poema Tabacaria, de Fernando Pessoa, os fumantes saboreiam no cigarro a liberdade de todos os pensamentos, e esquecem-se dos efeitos negativos dessa prática. Diante de tal perspectiva, é relevante destacar as consequências do vício em tabaco para os cidadãos brasileiros. Segundo o Instituo Nacional de Câncer, INCA, 428 pessoas morrem por dia por causa do tabagismo, isso porque o consumo exacerbado do fumo, a médio e longo prazo, acarreta doenças cardiorrespiratórias, como o câncer de pulmão, o qual é o que mais mata no mundo. Portanto, é imprescindível não só o governo se atentar a essa questão, mas também a própria parcela fumante da sociedade, pois como Sêneca, intelectual estoico, refletia:" é parte da cura o desejo de ser curado." Em suma, para que as dificuldades atreladas ao tabagismo no Brasil sejam minimizadas, é dever do Governo Federal agir nessa problemática. Nesse contexto, é responsabilidade do Ministério da Saúde auxiliar no combate ao consumo exacerbado do fumo, tornando as campanhas antifumo mais eficientes, por meio da introdução de propagandas e palestras destinadas a todos os públicos, com profissionais capacitados para trabalharem nesse problema, a fim de orientar os cidadãos acerca dos malefícios do tabagismo e influenciá-los a apoiarem essa causa. Assim, o índice de brasileiros fumantes diminuirá, as gerações atuais e futuras se tornarão mais conscientes das repercussões que suas ações podem provocar e as palavras de Sêneca serão cultivadas na contemporaneidade.