Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 24/12/2020

Com a escassez de informações no século XX, fumar era considerado um status social e, portanto, muitas pessoas praticavam o ato. Entretanto, nos dias atuais, esse prestígio não é mais considerado e as pessoas passaram a ser manipuladas tanto pela mídia quanto, ainda, pela ausência de informações a usarem o tabaco. Sendo assim, faz-se necessário analisar esses fatores.

É sabido que, para uma parcela da população, o tabagismo traz uma série de problemas à saúde. Contudo, esse conhecimento não é democrático, haja vista que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o abandono escolar é oito vezes maior entre os jovens de família pobre. Dessa forma, com um ensino educacional defasado -logo, ausente de informações básicas de saúde- essas pessoas tendem, naturalmente, a agirem de maneira inocente e acabam usando derivados do tabaco por anos sem saberem que é extremamente nocivo para o organismo. Assim, torna-se fundamental instruir esses indivíduos a não fumar e, consequentemente, evitar problemas futuros.

Outrossim, o fortíssimo poder de influência do cinema normaliza maus hábitos como: fumar. Exemplo disso, encontra-se no seriado mexicano “Chaves”, o qual retrata o professor Girafales fazendo o constante uso do charuto dentro da sala de aula e na vila onde reside. Essa banalização do tabagismo, na série, reflete na vida social da população, criando-se uma ilusão de que fumar é um bom hábito, uma vez que, a mídia, em geral, tem a capacidade estimular as pessoas a aderirem aquilo que está sendo “vendido”, evidenciado pela indústria cultural de Adorno e Horkheimer.

Destarte, é necessário reverter esse cenário. Logo, cabe ao Ministério da Educação, como instância dos aspectos educacionais, promover campanhas educativas acerca dos problemas gerados pelo tabagismo. Essa ação será realizada por meio da mídia e, também, por palestras ministradas por educadores nas regiões onde a esfera midiática não consiga chegar, a fim de que a população não faça o uso do tabaco. Dessa maneira, com uma sociedade passiva de pessoas críticas, influências negativas não se converteram em práticas.