Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/12/2020

Há 50 anos, o hábito de fumar era considerado um rito de passagem para a vida adulta, em que as indústrias e a mídia estimulavam o consumo por meio de propagandas enganosas, como consta um artigo do doutor Drauzio Varella. Atualmente, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 5 milhões de pessoas morrem no mundo devido ao consumo de cigarro. Sendo o tabagismo uma doença de ordem mental devido às substâncias psicoativas presentes, discute-se, portanto, seus problemas e consequências.

Primeiramente, é imprescindível salientar a eficiência das secretarias de saúde e da Lei Antifumo, sancionada em 2011, no governo de Dilma Rousseff, em que foi proibído o consumo em locais públicos, e as consequências relaconadas ao tabagismo seriam mostradas com mais clareza nas embalagens. Entretanto, em uma sociedade que como afirma Hannah Arendt, “banalizou o mal”, sendo o cigarro uma droga lícita, muitos ainda fazem o consumo. Além disso, ressaltando os extremos contemporâneos e comprovando a teoria de Ortega y Gasset sobre quando mais avançada a sociedade, maiores os problemas, muitos jovens têm acesso a informação, mas nem todos têm contato com profissionais especializados em dependência química, faltando muita das vezes, uma educação de qualidade sobre o assunto.

Consequentemente, como afirma Aldous Huxley sobre um “sistema de escravatura onde os escravos amam a escravidão”, tendo o cigarro substâncias que estimulam o vício e causam problemas respiratórios, cardiovasculares e doenças como o câncer, o tabagismo se torna um problema de saúde pública, como consta a constituição de 1988: “um direito de todos e dever do Estado”. Outrossim, como apontam os dados da OMS, 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido às doenças relacionadas ao fumo. Logo, não só dependentes químicos, mas os chamados “fumantes passivos” também sofrem os reflexos do tabagismo por causa fumaça inalada.

Fica evidente, portanto, que o tabagismo é considerado um problema na sociedade atual. O Ministério da Saúde, junto com o Poder Público, deve, por meio de projetos educacionais e coletivos, em escolas, faculdades e setores públicos, disponibilizar palestrantes, médicos e neurocientistas na finalidade de alertar a sociedade sobre as causas e consequências do consumo do cigarro, fortalecendo também as secretarias de saúde, e com o apoio da mídia, educar a sociedade. Logo, os dados do Brasil serão mudados, pois como afirma Hipócrates, “saúde não é tudo, mas tudo é nada sem saúde”.