Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/12/2020

A Constituição de 1988, também conhecida como Constituição Cidadã, prevê em seu artigo 6°, o direito à sáude e ao bem-estar como fulcral a todos os cidadãos brasileiros.Contudo, apesar desse direito tão importante já estar constituído, a realidade se apresenta de forma contrária a teoria quando se observa o tabagismo presente no cotidiano do país. Diante disso, impossibilitando a concretização desse direito, visto que, essa prática traz enormes consequências a saúde dos indivíduos.Sendo assim, torna-se primordial a discussão dos fatores que acarretam essa problematíca.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a insuficiência de medidas governamentais para mitigar a permanência do tabaco no cotidiano do brasileiro. Dessa forma, a falta de ações públicas para incentivar e educar o usuário do tabaco sobre as consequências que aquele costume traz para sua sáude e também as pessoas ao seu redor, como por exemplo problemas cardiovasculares, pulmonares e até mesmo um cancêr, são, puramente, responsábilidade do Estado. Essa perspectiva, de acordo com as ideias do filósofo inglês, John Locke, caracteriza-se como uma violação do “contrato social”, pois, o Estado não cumpre a sua função já definida de assegurar este direito, sendo negligente com a saúde do brasileiro que se coloca em risco, muitas vezes, por falta de conhecimento, algo que é inegável no país.

Ademais, a omissão do Estado na conduta do brasileiro perante o tabagismo não é a única causa desse problema, a cultura e moda no uso do tabaco entre os jovens também são fatores impulsionadores na continuação desse mau hábito  no país. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, 24 milhões de jovens entre 13 e 15 anos já fumam cigarros. Diante de tal exposto, a ideia de “beleza” no uso dos novos tabacos que surgem, nos quais muitos são influênciados pela moda dessa prática, por exemplo o cigarro eletrônico ou o narguile, acarretam consequências permantes na vida desses jovens,pois o seu uso desde cedo leva a uma maior dependência futuramente, tornando esse jovem vítima de si próprio.

Depreende-se, portanto, a inquestionável necessidade de medidas para combater a prática e costume do tabagismo no Brasil. Para isso, é imprenscindível que Ministério da Saúde aliado com os órgãos públicos devam promover a conscientização das consequências no uso do tabaco por meio de propagandas com especialistas da área e declarações de ex-usuários, os quais relatam os malefícios do uso e os benefícios do abandono do mesmo. Além disso, também se faz necessário que o Estado crie palestras nas escolas e universidades,com os mesmos meios, para que se enfatize os problemas do tabaco aos jovens. A fim de que assim, torna-se possivel a realização do artigo 6° da Constituição.