Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 28/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico maior do país, prevê, no artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não se reverbera na prática, pois, ao observar que, mesmo no século XXI, o tabagismo traz muitos problemas e consequências, como danos à saúde da população e prejuízo aos cofres públicos, nota-se a dificuldade da universalização desse direito social tão importante.

A priori, é fundamental apontar os efeitos da cigarro como impulsionador dos danos ao corpo humano e até ao cérebro. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 13 mil pessoas morrem por mês em razão da nicotina, no Brasil. Outrossim, cerca de 16% dos fumantes passivos sofrem com as consequências dessa exposição, segundo a OMS. Além disso, afeta a mente, pois os derivados do cigarro afetam a capacidade de conhecimento, já que atinge a parte responsável pela memória. Desse modo, pode-se observar que ele compromete à saúde humana por completa.

Ademais, deve-se ressaltar os gastos públicos com as consequências do uso do cigarro no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, utiliza-se cerca de 4,7 bilhões de reais por mês com despesas médicas. Dessa maneira, destina-se muita verba pública no tratamento das pessoas em razão do uso do tabaco, quando deveria investir na prevenção, expondo as consequências do tabagismo.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, a União, por intermédio dos representantes do povo, deve criar leis nacionais, proibindo o uso de cigarros em locais de uso coletivo, para proteger aqueles que não fumam, além de direcionar mais verbas em campanhas publicitárias apontando as consequências do cigarro, a fim de persuadir a população a não fazer uso do tabaco. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pelos efetivos elementos elencados na Magna Carta.