Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 29/12/2020

’’ O maior erro que o homem pode cometer é a sua saúde a qualquer outra vantagem’’. As palavras de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, permitem uma reflexão sobre os efeitos gerados pelo tabagismo no século XXI, haja visto que essa prática é a principal causadora de óbitos no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde ( OMS ). Dentro desse contexto, a negligência governamental é um imprescindível causador desse óbice, e urgem soluções para esse cenário.

Convém ressaltar que o cigarro causa sérios danos à saúde. Isso se deve, uma vez que o mesmo possui inúmeras substâncias tóxicas, as quais afetam diretamente o corpo humano. Esses elementos químicos causam, por exemplo, uma doença muito grave chamada enfisema pulmonar, que consiste na destruição dos alvéolos pulmonares, resultando na falta de oxigenação sanguínea, e, em casos graves, pode levar à fatalidade. Além dessa enfermidade, de acordo o Instituto Nacional de Câncer ( INCA ), 27931 pessoas morreram por conta de um câncer de pulmão, em virtude do tabaco em 2017. Desta forma, é inadmissível que o governo não promova soluções para esse impasse.

Outrossim, a discrepância governamental é um empecilho para diminuir o tabagismo no país. Em 2011, foi promulgada a Lei Antifumo, que impede o fumo nos locais parcialmente e totalmente fechados. Essa lei corroborou para a diminuição de tal prática, todavia, o governo concentrou todas as suas forças em apenas uma lei, ao invés de distribuir mais regras à sociedade brasileira. Portanto, em conformidade com o artigo 196 da Constituição federal de 1988, que garante que a saúde é direito de todos e dever do Estado, novas leis visando à diminuição do uso do cigarro devem ser implantadas na Carta Magna.

Posto isso, é de suma importância que soluções para os problemas e consequências do tabagismo no século XIX sejam tomadas. Destarte, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com empresas nacionais, por meio da internet e campanhas presenciais, promover a criação de cartazes e textos publicitários, os quais debatam sobre os malefícios do uso do cigarro, almejando um maior esclarecimento sobre esse assunto pela sociedade. Além disso, novas leis, que diminuam o uso do tabaco, devem ser criadas. Feito o proposto, é esperado que o artigo 196 da Constituição federal, não seja apenas profecias, mas, sim, uma realidade, a qual a ordem e o progresso vigorem em consonância.