Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 29/12/2020

Os filmes da indústria Hollywoodiana dos anos 60/70 são marcados pela exploração da imagem social do tabaco, a ação de fumar estava em seu auge, sendo um fator de inclusão de uma elite societária. Acerca dessa lógica, a vanglorização do cigarro pelos meios midiáticos influi, em geral, para o ascendente número de fumantes. Não obstante, em busca de aceitação social, os jovens acabam por iniciar o uso do tabaco cada vez mais cedo, ampliando assim, as chances de desenvolverem patologias respiratórias. Logo, ações estatais que mudem os atos são urgentes.

Destarte, a exacerbada valorização dada ao tabaco na indústria cinematográfica coadjuva, em parte, para a rápida disseminação de fumantes. Sob essa óptica, O sociólogo Émile Durkheim explica essa tendência através do conceito do fato social, que são forças exteriores ao indivíduo, mas que o influenciam fortemente, seja em suas ações ou modo de pensar. Nesse viés, notado que, com o acentuado tempo de tela reservados a mostrar as personagens fumando influenciam, direta ou indiretamente, uma sociedade, visto que muitos telespectadores analisam tais atos como isentos de consequências e como formas, muitas vezes, de refúgio. Desse modo, atos que transmudem essa realidade fazem-se prementes.

Outrossim, a iniciação ao fumo já na adolescência coopera, majoritariamente, para o desenvolvimento de afecções respiratórias. Nessa conjuntura, estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que o uso de tabaco, a longo prazo, pode ocasionar câncer de pulmão, câncer de garganta e câncer na boca, como também, o fumo em locais públicos gera problemas aos que estão ao redor, comumente denominados “fumantes passivos”. À vista disso, é notável que, muitos jovens iniciam na vida de fumante, na maioria das vezes, por pressões realizadas, por festas, ou pela construção da imagem, em alguns grupos, que o fumo é um agregador de status e maturidade. Por conseguinte, atos que visem ao bem-estar da população fazem-se urgentes.

À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto aos Ministério das Comunicações, deve realizar campanhas televisivas, com profissionais da saúde, nos intervalos das programações, que instruam e demonstrem a população os riscos ocasionados pelo cigarro, visando à diminuição da imagem vanglorizada desses atos. Ademais, o Ministério da Saúde deve disponibilizar de tratamentos psicológicos gratuitos aos jovens que se sentirem influenciados por determinados grupos, meio esse, que objetive a formulação de uma maturidade psicológica, visando à diminuição da incidência de fumantes jovens. Por esses intermédios, o tabagismo pode deixar de ser um imbróglio no País.