Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 30/12/2020
A obra “O Doador”, da escritora Lois Lowry, retrata uma sociedade ideal, na qual não existe dor, desigualdade nem qualquer tipo de conflito. Fora do universo literário, o que se observar na realidade brasileira é o oposto do que a autora prega, uma vez que se encontrar desafios para combater o tabagismo no Brasil. Nesse sentido, os fatores que contribuem para o agravamento desse cenário são: a ineficácia governamental, que possui caráter direto e proporcional, e a influência da indústria do cigarro. Diante dessa perspectiva, faz-se inevitável a análise dos fatores que favorecem esse quadro. Primordialmente, é crucial acentuar que a ineficiência estatal coadjuva com a deterioração da problemática. Nesse seguimento, é notório que a regência não envelhece em prol dessa questão, já que segundo o OMS 10c/o da população brasileira ainda tem o hábito de fumar. Essa conjuntura, pode ser correlacionada com as grandeszas diretamente proporcionais - conceito da matemática que expõe que uma grandeza se altera de acordo com a variação do outro - ou quanto seja, mais o governo desconsidera os efeitos que o tabaco causa na população , maiores são os impactos negativos no nível de expectativa de vida. Por conseguinte, essa proporção evidência a negligência do governo e, à medida que tal problema prevalecer, torna-se difícil barrar o uso de cigarro.
Ademais, o estímulo que a indústria faz a prática de fumar, também produz impactos negativos na situação. Por esse ângulo, Hannah Arendt - expoente filósofa do século XX - desenvolveu o conceito de banalidade do mal, segundo o qual a crueldade está enraizada no cotidiano. Nesse viés, o fenômeno denunciado por Arendt se mostra presente na mídia, visto que a indústria tabagista usufrui de programas televisivos, bem como de filmes para propagar que o uso do cigarro trará inúmeros benefícios e, isso afeta a mente dos telespectadores que passam a entender a prática de fumar como algo positivo. Assim, enquanto essa manipulação se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais sérios obstáculos para o meio ambiente social: o tabagismo.
Diante desses impasses, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, seja revertido em palestras livres nas escolas com psicólogos capacitados que dissertaram sobre as consequências negativas que a prática de fumar pode causar. Esses palestras deverão ser garantidas aos cidadãos, por meio de um projeto de leis que deveria ser entregue à Câmara dos Deputados, visando orientar os indivíduos sobre os malefícios do tabaco. Paralelamente, cabe aos serviços de streaming reduzir o número de cenas com cigarros em séries e filmes, tendo como objetivo barrar a cultura de glamourização do fumo. Desse modo, seria mais fácil obter uma sociedade próxima à idealizada no livro “O Doador”.