Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/12/2020

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais dos indivíduos que a compõe. Fora da ficção, é fato que as observações apresentadas pelo escritor brasileiro podem ser relacionados ao tabagismo. Ademais, essa problemática veio a contribuir com complicações de saúde e ação viciante nos usuários. Dessa forma, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligados a aspectos maléficos a saúde e psicológicos.   Sob esse viés, os problemas no organismo devido ao tabaco são de grande relevância, visto que as principais doenças como câncer e o AVC (acidente vascular cerebral) estão ligados ao consumo de cigarros. Nessa lógica, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer " O maior erro que o homem pode cometer é sacrificar sua saúde a qualquer coisa vantagem". Analogamente, nota-se que a prática do fumo, ao longo do tempo, pode vir a proporcionar contrariedades pessoais e profissionais. Além disso, o que leva o indivíduo a consumir essa substância lícita são as influências de amigos, familiares e conhecidos, uma vez que usam o fumo como forma de socialização e interação com o meio. Por conseguinte, esse ato leva à perda da moral e da ética, além de afetar na boa convivência social.   Outrossim, o vício está presente em todas as ações e comportamentos humanos, de tal forma que a dependência gera adversidades, seja psicológica ou emocional. Nesse sentido, de acordo com a OMS( Organização Mundial da Saúde), cerca de 11% da população é fumante. Sob tal ótica, percebe-se que com um número exacerbado de usuários de tabaco, consequentemente, aumenta os dependentes químicos, já que a nicotina presente no cigarro é responsável pela ação viciante e prejudicial. Por outro lado, o fumo é um agente poluidor, em virtude da fumaça emitida no ar, em que contribui para o aquecimento global, e as bitucas de cigarros descartadas de forma errônea podem causar queimadas em áreas mais secas. Desse modo, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade.

Portanto, para que haja uma melhoria no cenário do tabagismo, é imprescindível o esforço coletivo entre comunidades e Estado. Por tudo isso, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente com o governo federal, propor uma reeducação sociocultural, mediante a circulação de campanhas educacionais, em televisões e internet, com o intuito de alertar a população sobre os malefícios do cigarro. Em seguida, adotar medidas de controle do tabaco e implementar mais programa de ajuda a viciados, por meio de verbas governamentais, em prol de promover a diminuição de problemas de saúde e complicações com o meio ambiente.