Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/01/2021
No início do século XX o uso do tabaco foi vinculado ao empoderamento e glamour, visto que publicidades eram voltadas para o incentivo desse consumo. No entanto, atualmente, é sabido que o cigarro é extremamente prejudicial à saúde, haja vista seu potencial viciante e canceroso. Nesse viés, tanto a esfera familiar quanto estatal são responsáveis pelo agravo no uso de cigarros. Logo, urgem políticas preventivas para mitigar o cenário.
Em primeira análise, deve-se pontuar que, análogo ao pensamento do antropólogo Franz Boas, o comportamento de um indivíduo é determinado pelo seu ambiente familiar. A esse respeito, inclui-se o hábito de consumir cigarros na família como fator que colabora na reprodução dessa conduta por crianças e adolescentes, pois, muitas vezes, essa prática ocorre de forma explícita em frente aos jovens. Dessa forma, devido ao senso crítico ainda em formação, esses menores são vulneráveis ao fumo. Em suma, medidas devem ser impostas para evitar essa irresponsabilidade familiar.
Além disso, vale ressaltar que o uso do tabaco implica, inclusive, na saúde de terceiros, já que a inalação da fumaça tóxica do cigarro pode causar doenças respiratórias. Afinal, conforme o site G1, fumantes passivos são 30% mais propensos a desenvolver câncer de pulmão. Nessa perspectiva, é notavel o descado estatal na prevenção dessa situação, pois ínfimas políticas são aplicadas para proteger esses passivos dos riscos em que são expostos. Portanto, é necessário novas regras de proibição do fumo em locais públicos para evitar essa inalação implícita.
Em virtude disso, uma solução plausível para abrandar a problemática do tabagismo no país será a criação da ‘‘Fumo Zero’’ pelo Ministério da Saúde. Posto isso, com verbas federais, propagandas serão veiculadas na televisão e abordarão a negatividade do fumo em frente aos jovens. Dessa maneira, profissionais da saúde vão elaborar a publicidade, a fim de reduzir o uso do cigarro de forma explícita e evitar que crianças e adolescentes sejam influenciados. Ademais, a União deve permitir o consumo do tabaco apenas na residência do fumante. Assim, um novo panorama será tangível.