Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 04/01/2021

O seriado Peaky Blinders retrata a sociedade do século XVIII, na qual alguns maus hábitos são evidentes, como por exemplo o tabagismo excessivo. Fora das telas, após os avanços na ciência e as elucidações dos maléficios causados pelo tabaco, esperava-se que esse costume fosse eliminado da sociedade, visto que traz diversas complicações na saúde dos adeptos. No entanto, no Brasil do século XXI, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicou que o tabagismo mostrou-se ascendente. Isso ocorre em razão de uma população desinformada e altamente ansiosa.

Em primeira análise, é necessário evidenciar que grande parte da sociedade desconhece os riscos ocasionados à saúde devido ao tabagismo. Nesse sentido, o jornal Folha de São Paulo realizou uma pesquisa, no ano de  2016, que relevou uma correlação entre a prática de fumar e a baixa escolaridade do cidadão. Desse modo, segundo Nelson Mandela, a educação é a única arma capaz de transformar uma nação. Com isso, somente com a ampliação do acesso à informação será possível frear o consumo do tabaco e fazer com que tal situação não se perpetue, ao longo dos anos, por consequência da escassez de informações acerca dos danos à saúde provocados pelo cigarro.

Ademais, outro fator relevante nessa temática é consumo do cigarro como método de escape. Nessa perspectiva, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que mais de 70 por cento da população mundial tem ou já teve algum episódio de ansiedade. Dessa maneira, essas pessoas acabam procurando por formas de aliviar a tensão, uma delas é o cigarro, já que conforme a OMS o número de indivíduos ansiosos que são fumantes já ultrapassam o marco de 17 milhões de pessoas. Assim, é impescindível que os cidadãos possuam acesso a um bom atendimento psicológico para reduzir a ansiedade em meio à sociedade brasileira e consequentemente o indíce de fumantes.

Portanto, o Estado deve tomar medidas que visem a construção de uma comunidade informada e  psicologicamente saudável. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve ampliar o conhecimento da população a respeito dos riscos de se tornar fumante e fornecer tratamento psicológico gratuito, por meio de parcerias com instituições de ensino que possuam o curso de psicologia, que disponibilizarão  orientações dos riscos do cigarro e sessões de terapia à comunidade, feitos pelos estudantes, uma vez por semana nos postos de saúde, a fim de deixar os cidadãos conscientes dos males oriundos do cigarro e menos ansiosos. Dessarte, espera-se reduzir o número de fumantes do país e fazer com que esse costume seja visto apenas nas artes cinematográficas.