Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/01/2021

A Constituição Federal de 1988 garante o direito ao bem-estar social coletivo. Entretanto, muitas vezes, observa-se que essa benesse constitucional não é cumprida em sua totalidade, uma vez que o tabagismo, configurado como um problema de saúde pública, ainda é muito praticado no Brasil, acarretando sérios riscos a vida de milhões de pessoas. Essa problemática é fruto da falta de eficiência do Poder Público e da escassa conscientização popular.

A princípio, segundo Thomas Hobbes, o Estado é gestor dos interesses coletivos, indo de encontro à máxima de Hobbes, o Estado, corriqueiramente, negligencia a vida da população. Segundo o Ministério da Saúde, a fumaça do tabaco é composta por hidrocarbonetos cancerígenos que colocam em risco não só o bem-estar dos fumantes, mas também das pessoas ao seu redor. Entretanto, mesmo diante desses graves riscos, o cigarro é encontrado facilmente nos comércios do Brasil. Como consequência dessa facilidade, o número de consumidores  ameaça aumentar, expondo os indivíduos à doenças pela inalação da fumaça e utilização dessa droga lícita.

Ademais, na década de 90, muitas propagandas de TV romantizavam o fumo. Atualmente, mesmo com a proibição dessas propagandas televisivas, ainda é notável a associação do cigarro ao luxo. Como exemplo, analisa-se a cantora Lana Del Rey que, na maioria dos seus clipes, encontra-se fumando dentro de um carro esportivo. Assim, mesmo com todos os riscos, muitos dos fãs dessa artista adquirem o hábito de fumar por se interessarem pela estética dela. Consequentemente, o número de fumantes aumenta, assim como crescimento do índice de mortos pelo tabaco que, até o momento, supera mais de 6 milhões de pessoas mundialmente, como relatou a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Portanto, o tabagismo é marcado por fragilidades. Dessa maneira, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde dificulte o acesso ao tabaco, aumentando os impostos sobre ele a fim de dminuir o número de consumidores. Além disso, o Ministério das Comunicações deve fiscalizar os materiais midiáticos que exponham cigarros, censurando o conteúdo para menores de 18 anos e advetindo o público sobre os riscos de fumar. Talvez, dessa forma, seja possível garantir a máxima de Hobbes, diminuir o número de fumantes e o índice de órbitos relatado pela OMS.