Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 06/01/2021

A série espanhola “Elite”, retrata a vida de um grupo de jovens que sofrem com diversos conflitos pessoais e sociais, e por conta disso recorrem às drogas como uma válvula de escape da realidade. Contudo, tal problemática não fica restrita ao mundo fictício, no cenário real o tabagismo se configura como uma ameaça à toda sociedade. Nesse ínterim, tal dependência química, causa problemas de saúde tanto individual, quanto coletiva, além de ocasionar prejuízos econômicos nos gastos públicos.

Convém ressaltar, a princípio, que o tabagismo além de ser maléfico para o próprio fumante, também é prejudicial aos indivíduos ao seu redor- denominados fumantes passivos-. De acordo com a pesquisa do Sesi Farmácia, 25% das mortes no mundo estão relacionadas ao tabagismo e são 30% maiores as chances de fumantes passivos desenvolverem cancêr de pulmão. Logo, tal dependência química causa grande impactos na dinâmica social, ao provocar o adoecimento de todos os envolvidos no processo. Conforme Immanuel Kant, a ética tem como objetivo o bem-estar da coletividade. Desse modo, o tabagismo quebra com o pacto de ética kantiana da sociedade ao permitir a continuidade de tal vício, dificultando a formação de uma comunidade preocupada com a saúde individual, coletiva e ambiental.

Ademais, o ato de consumir o tabaco nasceu na cultura dos indígenas americanos, que ao decorrer dos séculos foi sendo agregado e elitizado pelos colonizadores europeus, e até o séc. XX o tabagismo foi popularizado como algo da “alta sociedade”. Porém, hodiernalmente sabe-se os diversos efeitos na saúde das pessoas, como doenças cardiovasculares e cancêr de pulmão, caracterizado como um problema de saúde pública. Segundo a Revista Galileu Galilei, o prejuízo para as contas públicas é de 14,7 bilhões de reais, por conta dos tratamentos de doenças que poderiam ser facilmente evitadas. De acordo com Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo, assim, cada indivíduo deve realizar seu papel corretamente para o funcionamento da totalidade. Dessa forma, com a prevenção e o tratamento do tabagismo, os recursos direcionados aos seus efeitos, seriam destinados ao aprimoramento do sistema de saúde em geral.

Em suma, é essencial o combate ao vício do tabaco por toda a população. Portanto, o Ministério de Saúde, em conjunto ao de Economia, deve criar programas de tratamento e atendimento aos dependentes de tabaco, por meio da realização de reuniões de apoio e tratamentos, como a disponibilização de adesivos de nicotina e internações em clínicas com o auxílio das Unidades Básicas de Saúde, com o intuito de amparar as pessoas dependentes de maneira correta e garantir sua cura. Além dos agentes midíaticos, como programas televisivos, jornais e redes sociais, disseminarem campanhas antitabagismo, afim da realidade do vício às drogas ficar limitada ao mundo fictício.