Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/01/2021
Durante o início do século XX, o consumo de cigarro foi estimulado como sinônimo de liberdade. Essa campanha ganhou força com a propaganda promovida por empresas como a “Malboro”, a qual influenciou o aumento no número de fumantes ao redor do mundo, visto que vários atores utilizavam a droga nos filmes e comerciais, possibilitando a ligação entre felicidade e o uso do tabaco. Com efeito, o tabagismo acarreta inúmeros problemas de saúde e causa inquestionáveis consequências para o meio ambiente. Cabe-se, então, refletir acerca dos malefícios do uso dessa substância no século XXI.
Em uma primeira análise, o consumo de cigarros facilita o desenvolvimento de doenças no pulmão, inclusive o câncer. Essa correlação pode ser estabelecida por causa da presença de nicotina no tabaco, substância que age nas células pulmonares, destruindo-as. Essa caótica conjuntura é potencializada pelo desconhecimento e pela ignorância da população sobre os efeitos tóxicos da droga para o organismo humano, o que impede a redução no número de tabagistas. Segundo dados do Vigitel, 9,8% da população brasileira maior de idade é fumante, essa realidade demonstra a importância de ações públicas para reverter esse panorama estrutural de destruição da saúde dos pulmões, não apenas dos fumantes ativos,mas também dos passivos-aquelas pessoas que inalam a fumaça resultante da queima do tabaco Dessa forma,o problema do tabagismo é ligado à redução da qualidade de vida do indivíduo.
Ademais, em segundo plano, o lixo gerado pelo descarte inadequado das bitucas de cigarro ergue-se como grave consequência do amplo consumo da droga. Isso porque os filtros do tabaco atirados aos lagos, ruas e florestas demoram cerca de cinco anos para se degradarem, além disso, a produção do fumo é responsável pelo grande desmatamento na área na qual é produzido, no caso do Brasil, a região Sul. De acordo com “Taboccoatlas”, o plantio e a secagem das folha de fumo é responsável por mais de 75% da pegada ecológica de carbono do tabaco, sendo assim, para além dos prejuízos para a saúde, nota-se um grande impacto ambiental como consequência da utilização do tabaco.
Torna-se evidente, portanto, que o cigarro afeta os pulmãos daqueles que fumam e de quem está próximo, além da enorme destruição ambiental. Para reverter esse quadro, é preciso que o Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Saúde, faça, junto com profissonais da saúde, a elaboração de um programa efetivo de desapego do cigarro. Isso deve ser feito por meio da contratação de psicólogos e atividades lúdicas que demonstrem os prejuízos do consumo de tabaco, como o câncer de pulmão, com a finalidade de conscientizar a população. Além de estimular o descarte consciente das bitucas, para evitar o entupimento dos bueiros nas cidades. Espera-se, assim, que a sociedade seja de fato mais consciente e preserve a saúde- tanto a coletiva, quanto a individual- diferente do século XX.